“Não vai ter jeito, nós vamos ter que parar”, diz líder da greve dos caminhoneiros de 2018
O novo aumento de 8,87% no preço do diesel, anunciado pela Petrobras nesta segunda-feira (9) e já valendo em todo o território nacional nesta terça-feira (10), terá um efeito cascata nos preços de tarifas de passagens e mercadorias, é o que projeta a Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), que já fala em paralisações.
“Não vai ter jeito, nós vamos ter que parar. Só estamos aguardando a posição de outros segmentos do transporte. Com esse valor não tem mais condições de rodar, o transporte no Brasil vai colapsar”, disse Wallace Landim, o ‘Chorão’, líder da greve dos caminhoneiros de 2018 e presidente da Abrava em recentes entrevistas.

Pelas redes sociais, Wallace convocou a população para pressionar a Petrobras e desabafou sobre a luta da classe. “Eu sei o quanto irá impactar na mesa do trabalhador”,
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Durante uma live na última quinta-feira (5) que promove nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro alertou que um aumento seria “trágico” para a economia brasileira, porém afirmou que não irá intervir nos preços, o que seria “muito problemático”.
O insumo do combustível brasileiro está atrelado a moeda norte-americana, desde 2016, o que é chamado de paridade de preço internacional (PPI). “Precisamos que a população pressione a Petrobras para a retirada do PPI”, disse Wallace em recentes entrevistas.
Wallace Landim, da Abrava, disse que vai conversar com o setor industrial e o agronegócio para costurar uma mobilização contra a política de preços da Petrobras.
“Os caminhoneiros não sobrevivem mais se não repassarem os aumentos dos combustíveis para os fretes. Como liderança, essa é a nossa orientação para a categoria”, diz em nota publicada.
Essa é a terceira vez no ano que a Petrobras aumenta o valor do diesel. Na última alta, em março, a estatal também reajustou os preços da gasolina. O aumento na ocasião fez com que o presidente Jair Bolsonaro demitisse o general Joaquim Silva e Luna do comando da companhia.
Essa é a primeira alta no combustível da nova gestão da estatal, comandada por José Mauro Coelho, ex-secretário do Ministério de Minas e Energia.
Com a alta anunciada, o litro do diesel nas refinarias vai passar de 4,51 reais para 4,91 reais.
