julho 21, 2026

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“Não foi pelo áudio, foi por quem eu sou”, disse Arthur do Val ao falar sobre a abertura de processo de perda definitiva do mandato

O ex-deputado Arthur do Val (União) afirmou que o processo deperda definitiva do mandato, aberto na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) na última terça-feira (3), possui um caráter pessoal.

“Não foi pelo áudio, foi por quem eu sou”, disse o ex-parlamentar em entrevista ao jornalista Tony Bleid, na rádio 012 News, nesta manhã de quinta-feira,5.

(Foto: Carol Jacob/Alesp)

Arthur do Val, conhecido também por “Mamãe Falei”, teve a quebra de decoro aprovada por unanimidade no Conselho de Ética da Alesp, depois da divulgação de áudios em que ele se referia a mulheres ucranianas vítimas da guerra com a Rússia de maneira considerada machista, sexista e preconceituosa.

O Conselho recomendou a perda definitiva do mandato do parlamentar.

“Eu, em um grupo de WhatsApp que só tem ‘moleque’, fiz uma molecagem… Agora sobre a consequência de eu ter sido cassado por causa disso, acho que todo mundo já percebeu que não foi pelo áudio, foi por quem eu sou. Um deputado que abre mão dos seus privilégios”, disse o ex-deputado.

O relator do caso de Arthur do Val na Alesp, deputado Marcos Zerbini (PSDB), foi favorável ao processo disciplinar elaborado pelo Conselho de Ética, que propõe a perda definitiva do mandato de Arthur por quebra de decoro parlamentar.

O processo retorna agora ao Conselho de Ética da Câmara, que apresentará o projeto de resolução para perda definitiva do mandato que será votado em plenário.

Arthur do Val renunciou ao cargo de deputado estadual no dia 20 de abril, logo após o Conselho de Ética da Alesp aprovar, por unanimidade, o processo que poderia gerar a cassação do seu mandato.

Em visita a São José dos Campos nesta quinta-feira, 5, Arthur do Val reforçou que todo o processo dentro da Alesp que aprovou a continuidade dos trabalho para a sua cassação tem sido realizado com rapidez.

“Tudo foi feito com tanta pressa. Foi a cassação mais rápida da história do Brasil. Eu não tive direito à defesa. Eu não tive direito que as minhas testemunhas fosse ouvidas. Houve cerceamento de defesa. Houve um atropelo regimental”, disse Arthur ao jornalista Tony Bleid, da 012 News.

A entrevista completa, dentro do Jornal da Mix e do Programa ‘Cidade Sem Limites’, da 012 News, pode ser acessado neste link.