MWL rejeita proposta do Tribunal Regional do Trabalho e greve continua em Caçapava
A MWL, montadora de rodas e eixos ferroviários forjados, rejeitou o cronograma de pagamento dos salários atrasados, proposto pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na última quinta-feira (19). Com isso, os trabalhadores mantêm a greve, pelo 18º dia, em Caçapava.

A proposta do TRT previa pagamento da primeira parcela da regularização salarial nesta segunda-feira (23), sem desconto dos dias parados. O Tribunal condicionava o depósito ao retorno dos trabalhadores aos postos na terça-feira (24).
Com a rejeição, os trabalhadores reafirmaram que continuarão de braços cruzados enquanto a empresa não pagar os salários, que estão há mais de duas semanas atrasados.
Os trabalhadores entraram em greve no dia 6 de maio, em protesto contra mais um atraso salarial. O dinheiro deveria ter sido depositado no dia 5. Mesmo após a audiência, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região afirma que a MWL continua sem dar uma previsão exata de quando os salários serão pagos.
“Os atrasos salariais não têm justificativa. Há muito a ser produzido, com contratos assinados para o ano inteiro. Agindo dessa forma, a empresa só confirma que não tem qualquer credibilidade e respeito com os trabalhadores. Na assembleia, foi dado o recado: sem salário, não tem trabalho”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.
No dia 10 deste mês, a 1ª Vara Cível de Caçapava aceitou o plano de recuperação judicial da empresa, que tem o faturamento bloqueado por uma dívida milionária com aluguéis. Por isso, a montadora afirma que não há dinheiro suficiente para pagar os funcionários em dia.
