MWL, de Caçapava, ignora decisão da Justiça e mantém trabalhadores fora da fábrica
No dia em que termina o prazo dado pela Justiça para que a MWL reintegre todos os demitidos, nesta terça-feira (2), os trabalhadores foram mais uma vez até a fábrica, em Caçapava, para retomar seus postos, mas não puderam entrar porque continuam sem acesso ao local, segundo informa o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

Em assembleia, o Sindicato discutiu com os metalúrgicos a situação, que segue insustentável, segundo a entidade. Os trabalhadores já estão há quase 90 dias sem salários. A fábrica está trancada e sem energia elétrica, portanto sem condições de funcionamento.
No dia 13 de julho, o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região julgou o dissídio coletivo dos trabalhadores. Na decisão, o TRT considerou legítima a greve iniciada no dia 6 de maio em decorrência dos atrasos salariais.
Os desembargadores também determinaram que a fábrica pagasse os salários atrasados sem descontar os dias de paralisação e reintegrasse os demitidos irregularmente, sob pena de multa diária de R$ 500 por trabalhador. Desde então, os trabalhadores estão à disposição para a retomada das atividades, porém a MWL desacatou a Justiça e não cumpriu o que foi determinado.
Em junho, a empresa demitiu irregularmente cerca de 60 trabalhadores, o que agravou ainda mais o drama vivido por esses pais e mães de família.
O Sindicato entrou na Justiça e realizou atos, assembleias e reuniões com o poder público e uma campanha de doação de cestas básicas.
“Vamos acionar mais uma vez a Justiça e o poder público para que obriguem a MWL a cumprir a determinação do TRT. A fábrica tem um compromisso social e econômico com os trabalhadores e a população de Caçapava e não pode simplesmente ignorar a situação”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.
A MWL produz rodas e eixos para o setor ferroviário e possui cerca de 240 funcionários.
