Museu do Ipiranga é reinaugurado em SP para autoridades e patrocinadores na noite desta terça-feira (6)
O Museu do Ipiranga, na capital paulista, foi reinaugurado oficialmente na noite desta terça-feira (6) em um evento reservado para autoridades e patrocinadores. A reabertura ao público irá ocorrer na quinta-feira (8), mas é preciso agendar visita, através deste site. Os ingressos para os próximos dias já estão esgotados.

A reabertura na noite de véspera do dia 7 de setembro, contou com a presença de algumas autoridades como o secretário de Governo, Marcos Penido, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o secretário da Cultura do estado, Sérgio Sá Leitão, o ministro do Turismo, Carlos Alberto Gomes de Brito, o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) e o príncipe Dom João de Orleans e Bragança, representando a família real.
Ao discursar, o secretário Sérgio Sá Leitão fez duras críticas ao governo federal que, segundo ele, “foi negligente em relação ao bicentenário da Independência”.
Sá Leitão explicou que a reabertura do Museu do Ipiranga vai além de novas áreas e interatividade maior que a reforma trouxe, mas também há “sobretudo uma nova abordagem nos temas presentes no acervo do Museu. Uma abordagem mais democrática, mais realista, mais abrangente, mais polifônica, mais fidedigna com a história e também mais inclusiva”, disse.
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O evento de reinauguração do Museu do Ipiranga faz parte das comemorações do bicentenário da Independência do Brasil no Estado de São Paulo e estavam presentes convidados do governo de São Paulo e das 34 empresas patrocinadoras da reforma.
A reabertura contou com discursos das autoridades e apresentação da Orquestra Sinfônica da USP (Universidade de São Paulo), que administra o Museu do Ipiranga.
Os convidados tiveram a oportunidade de fazer uma visita guiada pelo novo museu, que teve a área total ampliada de 6.400m² para cerca de 13.400m².
A partir de agora, o museu vai sediar 12 exposições, 11 delas de forma permanente. Além disso, também terá estrutura para receber exposições internacionais.
Nesta quarta-feira (7), cerca de 300 trabalhadores que participaram das obras de restauração, suas famílias e 200 estudantes de escolas públicas de São Paulo serão os primeiros a visitar oficialmente o lugar.
A partir da próxima quinta-feira (8) o local será realmente aberto ao público. Até 6 de novembro a entrada será gratuita, mediante reserva.
Programação musical
Entre os dias 8 de setembro e 11 de setembro, o festival promove também shows musicais, em parceria com a prefeitura paulistana. Haverá shows de Gabriel Sater, Geraldo Azevedo e Melim, entre outros.
Toda a programação do festival pode ser consultada no Agenda Bonifácio, uma plataforma online dedicada ao bicentenário da Independência do Brasil que foi criada pelo governo paulista.
Exposições
No novo museu serão apresentadas 12 exposições, 11 delas de longa duração (que podem durar entre três ou cinco anos) e uma temporária. As de longa duração foram divididas em dois eixos temáticos: Para entender a sociedade e Para entender o museu.
Já a exposição de curta duração Memórias da Independência ficará em cartaz por quatro meses, mas só será inaugurada em novembro. No total, serão expostos mais de 3,1 mil itens pertencentes ao museu e 562 itens de outras coleções, além de 76 reproduções e fac-símiles. A maior parte dos objetos data dos séculos 19 e 20, mas há itens que remontam ao Brasil colonial.
No eixo Para entender a sociedade, que apresenta o universo do trabalho e a constituição dos espaços domésticos, por exemplo, estarão as exposições Uma História do Brasil, Passados Imaginados, Territórios em Disputa, Mundos do Trabalho, Casas e Coisas e A Cidade Vista de Cima.
Já no eixo Para entender o museu, que traz informações sobre a história de construção do edifício e seu ciclo curatorial, estarão as exposições Para Entender o Museu, Coletar: Imagens e Objetos, Catalogar: Moedas e Medalhas, Conservar: Brinquedos e Comunicar: Louças.
“No eixo Para entender a sociedade estão as exposições do piso térreo e do [andar] superior. São as maiores exposições, que têm relação com um trabalho de pesquisa que fazemos”, explicou Vânia Carvalho, docente do Museu Paulista e coordenadora da concepção e implantação das exposições de longa duração do Museu do Ipiranga.
“Já Para entender o museu tem a finalidade de mostrar os bastidores do museu, como o museu trabalha e concebe. É o que chamamos de quatro “cês”: coletar, catalogar, conservar e comunicar. Para cada uma dessas exposições, escolhemos um segmento das nossas coleções como, por exemplo, em conservar, utilizamos nossa coleção de brinquedos. Em comunicar, usamos nossa coleção de louças”, disse Vânia.
O famoso e imenso quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, também foi restaurado e estará novamente exposto no Salão Nobre do museu. Também há destaque para o grande número de objetos de Santos Dumont, entre eles, um de seus chapéus, e uma imensa maquete que reproduz o edifício monumento.
O novo espaço expositivo incluíra áreas que antes não eram acessíveis ao público, entre elas, salas que antigamente abrigavam a parte administrativa do museu.
Com isso, a área de exposições triplicou, passando de 12 para 49 salas. “Do ponto de vista arquitetônico, toda a parte superior do edifício foi modificada. Vamos ter uma área expositiva no andar superior do edifício monumento. O fato de as salas serem interligadas também é diferente. E teremos novas salas de exposição. Vamos ter um mirante, que não existia antes. Além disso, vamos ter recursos tecnológicos e de acessibilidade, o que é totalmente novo no museu”, observou Oliveira.
Acessibilidade
Além da acessibilidade física, com a inclusão de elevadores e rampas de acesso, todas as exposições foram pensadas para dar condições mais amplas de exploração do acervo pelo público. Para isso, serão dispostos 333 recursos multissensoriais.
Por todo o museu foram instaladas telas táteis, reproduções em metal, dioramas [maquetes tridimensionais], plantas táteis para localização dos visitantes, recursos audiovisuais, dispositivos olfativos, reproduções visuais e táteis e cadernos em Braille, entre outros. Todas as salas também vão contar com piso podotátil [superfície cuja rugosidade pode ser sentida pelos pés].
“Ele não é só um museu fisicamente acessível. Ele é acessível cognitivamente, com linguagem facilitada”, disse Vânia. “Queremos promover a sensação dos materiais. Nem tudo é feito com resina. Temos recursos multissensoriais em pedra, em metal, em porcelana, em tecido”.
A ideia, segundo ela, é que todas as pessoas possam visitar o museu juntas, tendo a mesma oportunidade de experiência. “Queremos que as pessoas possam entender o espaço do museu como um espaço de convivência da diversidade”, sintetizou Vânia.
Mais informações sobre o museu podem ser obtidas neste site.
*Com informações da Agência Brasil

