maio 30, 2024

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Museu do Folclore lança projeto que valoriza a arte popular

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Foto: Reprodução/ PMSJC

Balaio Galeria é o nome do novo projeto lançado pelo Museu do Folclore de São José dos Campos, que visa dar visibilidade e valorizar a arte popular do Vale do Paraíba. A iniciativa faz parte do projeto Galeria dos Fazeres, de 2019, voltado para a arte e o artesanato.

“Além da chegada da pandemia no começo de 2020, muitas outras coisas aconteceram de lá para cá e nos mostraram a necessidade de realizarmos novas pesquisas e debates sobre o tema, o que contribuiu para o amadurecimento de conceitos e ideias, nos proporcionando uma melhor experiência sobre a proposta inicial”, explica Renata Sparapan, pesquisadora e responsável pelo projeto.

Segundo Renata, “a partir de pesquisas, vamos registrar e divulgar artes e artistas com suas formas de expressões, memórias, identidades e técnicas”, diz.

O primeiro segmento pesquisado e destacado no site é a cerâmica figurativa, feita pelas figureiras, arte bastante conhecida no Vale do Paraíba. “Usando a argila, elas registram com destreza e sensibilidade elementos de suas vidas e da região”, ressalta Renata.

“O projeto nasceu de uma necessidade externada pelos próprios artesãos que já participavam de outros projetos do Museu do Folclore, como o Museu Vivo, por exemplo. A oportunidade de mostrarem seus trabalhos por meio do projeto proporciona não só maior visibilidade e valorização, como também a possibilidade de negociação dos seus produtos”, enfatiza a gestora do museu, Francine Maia.

Figureiras

A tradição da cerâmica figurativa vem das influências de povos, que passaram pela região em variados contextos, entre eles indígenas, negros e lusitanos. Cidades como São José dos Campos, Taubaté, Pindamonhangaba e Caçapava carregam essa tradição.

Quem faz este tipo de arte é conhecida como figureira e, apesar de existiram homens que também a praticam, as mulheres são a maioria.

As figureiras produzem peças chamadas de figuras. Elas representam o cotidiano, a devoção, os festejos e os modos de ver e estar no mundo.

Elas registram com originalidade, por meio do barro, suas histórias de vida e a do Vale do Paraíba. “Por observarem e interpretarem a vida com sensibilidade, são os pequenos detalhes nas peças que carregam grandes significados de suas existências”, enfatiza Renata.