MPT dá prazo para MWL comprovar reintegração de trabalhadores
O Ministério Público do Trabalho (MPT) deu prazo até a sexta-feira da semana que vem (22) para que a MWL comprove a reintegração dos trabalhadores demitidos irregularmente no mês passado.
A determinação foi dada em audiência virtual realizada na manhã desta sexta-feira (15) entre representantes da MWL, do Sindicato e da procuradoria.

Na mediação do MPT, também foi determinado que a fábrica de Caçapava junte aos autos comprovantes de pagamentos, contratos comerciais e quantidade de produção que tem atualmente em estoque. Ainda não há previsão de uma nova audiência.
Na última quarta-feira (13), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª região, mandou a empresa pagar os salários atrasados e cumprir a liminar que reintegra os demitidos. Eles também multaram a fábrica em R$ 200 mil por conduta antissindical.
O dissídio foi protocolado pelo Departamento Jurídico do Sindicato dos Meatalúrgicos no dia 24 de maio. No julgamento, em regime de urgência, o TRT considerou a greve legítima e determinou que a MWL pague os salários atrasados integralmente, sem descontar os dias de paralisação.
Caso a empresa não faça a reintegração em até cinco dias úteis após a publicação do acórdão, receberá multa diária de R$ 500 por trabalhador. A MWL também deverá oferecer estabilidade para todos os seus operários por 90 dias.
Mobilização
Em assembleia após o julgamento da última quarta (13), os metalúrgicos da fábrica decidiram manter a mobilização e exigir que a MWL cumpra a decisão da Justiça.
O Sindicato e os trabalhadores também reivindicam apoio do poder público para solucionar as irregularidades na fábrica.
Uma reunião está agendada entre a Prefeitura de Caçapava e a entidade na próxima terça-feira (19), às 15 horas.
Histórico
Os metalúrgicos da MWL iniciaram a greve no dia 6 de maio, após a empresa deixar de pagar os salários de abril. Em junho, a empresa demitiu cerca de 60 grevistas, alegando ‘abandono de emprego’. Porém, a demissão foi irregular, já que os operários exerciam o direito de greve previsto em lei e não houve negociação com o Sindicato.
Com isso, o Departamento Jurídico do Sindicato requereu à Justiça o cancelamento das demissões, pedido que foi atendido em liminar de 17 de junho. Contudo, a empresa não cumpriu a decisão.
“Hoje foi dado mais um passo nessa importante mobilização. A empresa tem estoque de mercadoria e contratos firmados pelos próximos meses, porém insiste em desrespeitar os trabalhadores, o Sindicato e a população de Caçapava. Já mostramos para ela que não aceitaremos as irregularidades. Prova disso são as recentes vitórias na Justiça e a determinação do MPT”, disse o assessor sindical Edson Cruz.
