outubro 7, 2026

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Mobilização na internet, que contesta resultado das urnas sem apresentar provas, convoca greve geral pelas redes sociais

Uma mobilização que ocorre pelas redes sociais convoca a população para uma ‘greve geral’ em todo o país na próxima segunda-feira (7). As postagens vêm de grupos contrários ao resultado das eleições que deram vitória ao candidato Lula (PT) como novo presidente do Brasil.

Foto: Reprodução

Em um vídeo que circula pela internet, o locutor afirma que a mobilização irá parar empresas, fábricas, escolas e universidades pelo país. “Nós queremos parar o Brasil na segunda-feira”, diz o locutor no vídeo.

As imagens não indicam em qual cidade esse vídeo foi gravado e está sendo exaustivamente compartilhado em grupos de WhatsApp nesses últimos dias.

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Em outra imagem, compartilhada pelo twitter, o texto de convocação de greve geral é assinado pelo “movimento nacional de resistência civil”.

Tal “movimento” que convoca a greve geral compartilha um documento na internet que traz como objetivo principal a “impugnação imediata das eleições, destituição dos responsáveis do TSE e STF que promovem a desordem institucional com decisões ilegais, apoiando ou exigindo do Presidente da República a aplicação do Art. 142 da Constituição Federal”.

A Secretária-geral da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados já havia emitido um parecer esclarecendo que o artigo 142 da Constituição Federal não autoriza uma intervenção militar a pretexto de “restaurar a ordem”.

“Não existe país democrático do mundo em que o Direito tenha deixado às Forças Armadas a função de mediar conflitos entre os Poderes constitucionais ou de dar a última palavra sobre o significado do texto constitucional”, diz o documento. Leia o parecer na íntegra.

O documento apresentado pelo “movimento nacional de resistência civil” pede também a “impugnação imediata das eleições presidenciais, tanto pelas provas concretas de fraudes em todo o país, quanto pela ilegalidade do processo eleitoral mantida em ato de prevaricação dos membros do TSE e STF”.

O documento, porém não apresenta as tais “provas concretas de fraude” e “ilegalidade do processo eleitoral”, como argumentam que ocorreu nestas eleições 2022.

Por fim, o “movimento nacional de resistência civil” pede pela marcação de novas eleições para o dia 4 de dezembro e exigem que o processo seja feito por cédulas de papel, em urnas de lona para “contagem pública dos votos pelo melhor instrumento jurídico disponível ao Presidente”, diz o documento.

O “movimento” que convoca a greve geral diz que é “composto por lideranças de movimentos civis e juristas”, porém não apresenta os nomes dessas tais lideranças.

-Leia mais: Missão internacional atesta confiabilidade das eleições brasileiras

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Diplomação do novo governo

Apesar da contestação do resultado da eleição presidencial por parte de alguns grupos pelo país, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, afirmou nesta quinta-feira (3) que o presidente da República eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice, Geraldo Alckmin, serão diplomados até 19 de dezembro.

“As eleições acabaram. O segundo turno acabou democraticamente no último domingo [30], e o TSE proclamou os vencedores, que serão diplomados até 19 de dezembro e tomarão posse em 1º de janeiro de 2023”, afirmou Moraes perto do fim da sessão plenária que a Corte realizou nesta quinta-feira.

Ao destacar a participação dos eleitores e a rapidez com que o TSE anunciou o resultado do pleito, Moraes declarou que “a democracia venceu novamente no Brasil”. O ministro alertou que quem usar de estratégias ilícitas para questionar a vontade da maioria dos eleitores será identificado e punido.

“Isto é democracia, é alternância de poder, é estado republicano. Não há como contestar um resultado democraticamente divulgado com movimentos ilícitos, antidemocráticos, criminosos. Estes serão combatidos e os responsáveis, apurados e responsabilizados sob a pena da lei”, afirmou Moraes, ao lembrar que observadores internacionais e técnicos do Tribunal de Contas da União que auditaram cerca de 4.161 boletins de urnas atestaram a legalidade do processo eleitoral brasileiro e a segurança das urnas eletrônicas.

“Mais uma vez, as missões de observação eleitoral soltaram suas notas e, novamente, reiteraram a total confiabilidade no sistema eleitoral brasileiro e nas urnas eletrônicas. A missão da OEA [Organização dos Estados Americanos] sublinhou que, “mais uma vez, o TSE demonstrou seu alto nível de profissionalismo e solidez, o que lhe permitiu realizar com sucesso um processo eleitoral em um contexto complexo, marcado pela polarização, desinformação e ataques às instituições eleitorais”, concluiu o ministro.

Diplomação

Durante a cerimônia de diplomação, o TSE atesta que os candidatos à Presidência da República e à Vice-Presidência foram efetivamente eleitos e estão aptos a tomar posse nos cargos. A entrega dos diplomas só é concretizada após o término do prazo de questionamento legal do resultado e de processamento final do resultado das eleições.

No caso de governadores, senadores, deputados federais, estaduais ou distritais e suplentes, a diplomação é feita pelos tribunais regionais eleitorais dos 26 estados e do Distrito Federal, que também devem observar a data limite de 19 de dezembro.

Não podem ser diplomados candidatos do sexo masculino que não apresentarem o documento de quitação com o serviço militar obrigatório, nem os eleitos cujo registro de candidatura tenha sido indeferido, mesmo que ainda aguardem a decisão final.

*Com informações da Agência Brasil