outubro 19, 2026

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Metalúrgicos da MWL exigem ações da Prefeitura de Caçapava para solucionar crise

Cerca de 50 metalúrgicos da MWL seguiram em passeata pelo centro da cidade de Caçapava até a Prefeitura, para se reunir com a prefeita Pétala Lacerda (PSDB), nesta terça-feira (12). A mobilização ocorreu após a realização de uma assembleia, em que foi aprovada a continuidade da greve na fábrica, que já dura 68 dias.

Sem receber salários desde maio e sem perspectivas de resolução do problema, os trabalhadores também decidiram continuar a mobilização diária na porta da fábrica e iniciar uma série de atos para chamar a atenção da sociedade e do poder público.

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O primeiro deles foi uma passeata, que terminou em frente à Prefeitura. O objetivo, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, foi para exigir do governo municipal medidas que ajudem a solucionar a crise na MWL.

Imagem: Roosevelt Cássio/Sind.Metal SJC

Ao receber a comissão de trabalhadores e representantes do Sindicato, a prefeita Pétala Lacerda se comprometeu a avaliar como a Prefeitura poderá atuar diante da situação.

Um novo encontro entre Prefeitura e Sindicato ficou marcado para a próxima terça-feira (19), às 15 horas.

“Esperamos que, na próxima reunião, a prefeita e os secretários da cidade apresentem medidas para auxiliar esses pais e mães de família, que estão sem salários e vivendo dias muito difíceis por causa da atuação criminosa da MWL. Também reivindicamos que a Prefeitura intervenha junto à direção da fábrica”, afirma o assessor sindical Edson Cruz.

Audiência

Na próxima sexta-feira (15), haverá uma audiência com o Ministério Público do Trabalho, para discutir a greve e a situação dos trabalhadores. A sessão será realizada por videoconferência, a partir das 9 horas.

Histórico

Sem receber os salários referentes a abril, os trabalhadores da MWL iniciaram uma greve no dia 6 de maio. A partir de então, o Sindicato organizou diversas mobilizações para defender os direitos dos metalúrgicos.

No dia 6 de junho, a MWL demitiu cerca de 60 trabalhadores, porém o Departamento Jurídico do Sindicato conseguiu cancelar as demissões, que seguem suspensas pela Justiça.

Agora, o Sindicato aguarda o julgamento da ação movida no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região.

A MWL produz rodas e eixos para trens e possui cerca de 240 funcionários na unidade de Caçapava.