Metalúrgicos da Avibras fecham Tamoios e exigem pagamento de salário
Os metalúrgicos da Avibrás fecharam a Rodovia dos Tamoios e realizaram, na manhã desta quarta-feira (6), uma manifestação exigindo pagamento de salário. A rodovia, que liga o Vale do Paraíba ao Litoral Norte de São Paulo, ficou fechada por dois quilômetros, na altura de São José dos Campos.

protesto, iniciado por volta das 10h no km 12,5, foi uma reação dos trabalhadores ao comunicado enviado nesta terça-feira (5), pela empresa, informando que não efetuaria o pagamento no dia 5, em razão de “tramitações bancárias”. Os funcionários estão há nove meses sem receber.
A Avibras havia se comprometido a pagar dois meses de salário e um abono de R$ 1 mil pela Campanha Salarial, entre os dias 30 de novembro e 5 de dezembro, desde que um grupo de 200 trabalhadores entrasse para produzir 1.200 foguetes comprados pelo governo da Malásia. Os metalúrgicos da Avibras estão em greve há mais de um ano.
O acordo extraordinário foi aprovado em assembleia, e a produção dos foguetes foi concluída em outubro. A direção da fábrica, entretanto, não fez o pagamento.
Cerca de 50 trabalhadores participaram do protesto na Tamoios, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. Após a passeata, os manifestantes encerraram o ato na Avibras, em Jacareí.
Histórico de atrasos
Os atrasos salariais na Avibras começaram a se agravar em 2022, levando os trabalhadores a deflagrarem greve no dia 9 de setembro. De lá pra cá, poucos foram os meses em que os pagamentos foram feitos.
São mais de mil pais e mães de família que estão passando por graves problemas financeiros. Profissionais de alta qualificação têm de recorrer a trabalhos informais para garantir seu sustento.
Essa situação de desrespeito aos trabalhadores acontece na principal fábrica de armamentos bélicos do país, reconhecida pelo desenvolvimento de sistemas nas áreas aeronáutica, espacial, eletrônica, veicular e de Defesa.
“É inadmissível e uma covardia da empresa atrasar de novo o pagamento dos salários. Os trabalhadores chegaram ao limite. A Avibras não tem mais qualquer credibilidade junto aos funcionários. Continuaremos na luta e na cobrança ao governo federal para que tome medidas efetivas em favor dos trabalhadores e estatize a Avibras”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.
