julho 18, 2026

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Metalúrgicos da Avibras, em Jacareí, mantêm greve contra atraso nos salários

Os metalúrgicos da Avibras, em Jacareí, decidiram manter a greve contra o atraso nos salários até a próxima semana. A votação ocorreu em assembleia, na manhã desta terça (13). Uma nova assembleia está prevista para o dia 19.

Foto: Roosevelt Cássio/SindMetal SJC

Sem salários, os trabalhadores iniciaram a greve na última sexta (9). Na segunda (12), eles receberam um comunicado interno da empresa alegando que os pagamentos seriam feitos apenas daqui a duas semanas.

Porém, a Avibras não divulgou uma data para realizar os depósitos nem informou se pagará o total devido.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a empresa não pagou os salários de julho e agosto e já compromete os pagamentos de setembro. O Sindicato cobra um posicionamento em relação aos salários, mas ainda não teve retorno.

“A fábrica vem desrespeitando seus trabalhadores há meses e não dá satisfação concreta sobre o pagamento dos atrasados. Enquanto isso, pais e mães de família não estão conseguindo pagar suas contas em dia. O Sindicato exige, ao lado dos metalúrgicos, que a Avibras cumpra suas obrigações. Só queremos o que é nosso”, afirma o diretor do Sindicato José Dantas Sobrinho.

Desde março, os operários da fábrica convivem com o medo de perder o emprego. A empresa chegou a demitir 420 pessoas, o que foi revertido pelo Sindicato nos tribunais.

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Luta por estabilidade

Outra preocupação dos metalúrgicos da empresa é com a proximidade do fim do layoff, previsto para o dia 29 para mais de 500 trabalhadores. A suspensão dos contratos prevê estabilidade no emprego somente para esses metalúrgicos até dezembro.

O Sindicato defende que a estabilidade seja estendida para todos da fábrica, tendo em vista as constantes ameaças de demissão.

A entidade também reivindica que a Avibras adote um sistema de rotatividade, dividindo os metalúrgicos em grupos dos que permaneçam em layoff e dos que ficarão na fábrica, já que a pretensão da empresa é prorrogar a suspensão dos contratos por mais cinco meses.

Essa proposta de rotatividade foi apresentada à Avibras, porém a fábrica ainda não deu um retorno para a entidade. Agora, o Sindicato aguarda o agendamento de uma reunião com a empresa.

Posicionamento dos candidatos

Desde março, o Sindicato afirma que vem cobrando uma intervenção do governo federal na situação da Avibras. Contudo, até o momento, o presidente Jair Bolsonaro (PL) não se manifestou.

Para preservar os empregos, a entidade enviou uma carta aos candidatos à Presidência da República, ao Governo do Estado e ao Senado. A reivindicação é para que, caso sejam eleitos, busquem investimentos do Estado para a compra de equipamentos produzidos pela Avibras.

Por enquanto, somente a candidata à Presidência Vera Lúcia (PSTU) assinou o compromisso. O Sindicato afirmou que aguarda o retorno dos demais candidatos.

A Avibras é do setor de Defesa e tem cerca de 1.400 trabalhadores.