Ex-ministro da educação Milton Ribeiro é preso pela PF
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (22) a operação que cumpre um mandado de prisão para o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura suspeitos de montar um gabinete paralelo para liberação de verbas dentro do MEC.
A operação “Acesso Pago” tem o objetivo de investigar a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

A PF investiga o ex-ministro por suposto favorecimento aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura e a atuação informal deles na liberação de recursos do MEC. Há suspeita de cobrança de propina.
O mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz federal Renato Borelli contra Milton Ribeiro cita os crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.
O juiz federal determinou que o ex-ministro seja levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, e que a audiência de custódia seja realizada ainda nesta quarta-feira (22) durante o período da tarde.
“O crime de tráfico de influência está previsto no artigo 332 do Código Penal, com pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. São investigados também fatos tipificados como crime de corrupção passiva (2 a 12 anos de reclusão), prevaricação (3 meses a 1 ano de detenção) e advocacia administrativa (1 a 3 meses), todos previstos no Código Penal”, informou a PF.
A investigação iniciou-se com a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) em razão do foro privilegiado de um dos investigados. O inquérito foi aberto após o jornal “O Estado de S. Paulo” revelar, em março, a existência de um “gabinete paralelo” dentro do MEC controlado pelos pastores.
O jornal “Folha de S.Paulo”, dias depois, divulgou o áudio de uma reunião em que Milton Ribeiro afirma que, a pedido de Bolsonaro, repassava verbas para municípios indicados pelo pastor Gilmar Silva.
Após essa revelação, Ribeiro deixou o comando do Ministério da Educação.
Além do mandado contra o ex-ministro, estão sendo cumpridos outros 13 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão, nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal.
