Justiça decide que menina de 12 anos, que confessou matar colega de 13 em Taubaté, irá permanecer internada em uma Fundação Casa
A Justiça de São Paulo decretou a internação da menina de 12 anos que confessou ter matado a colega de 13, em Taubaté, na última terça-feira (27). O pedido foi feito pelo Ministério Público e o decreto divulgado nesta quinta-feira (29).

A menina já se encontra na unidade da Fundação Casa, em São José dos Campos, desde que confessou o crime em depoimento à Polícia Civil.
Membro do Instituto Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (INDICA), o advogado Ariel de Castro Alves explicou que o ato é passível de apreensão e internação por ter sido cometido com violência.
“É feito um auto de flagrante de ato infracional e [o adolescente] pode ir para a fundação sob internação provisória de 45 dias, que é o prazo que a Vara da Infância tem para terminar o processo”, disse o advogado.
Os policiais da Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) foram acionados por volta das 15h da terça-feira (27) para a ocorrência de um crime de homicídio que já havia se consumado, no Jardim Paulista.
Após análises de câmeras de segurança próximas ao local do crime, os policiais apreenderam a menina de 13 anos em uma escola Municipal de Educação Infantil, localizada no jardim Baronesa.
A arma foi encontrada escondida no quarto da menina de 12 anos.

Crime premeditado, diz família
A mãe da menina de 13 anos morta pela amiga disse acreditar que o crime possa ter sido premeditado.
Segundo a polícia, a garota de 12 anos teria conseguido a arma no domingo (25).
A mãe argumentou que uma criança não saberia manusear a arma como, por exemplo, destravá-la sem a ajuda de uma pessoa adulta que a ensinasse.
Em entrevista ao jornalismo da Tv Vanguarda, o delegado da Deic, Vinicius Garcia, afirmou que a polícia ainda levanta informações de quem seria a arma utilizada pela garota e que o processo segue em segredo de Justiça.
