Justiça dá prazo de 5 dias para Prefeitura de São José dos Campos explicar ação no Banhado
A Justiça deu um prazo de cinco dias para que a prefeitura de São José dos Campos explique a ação da última terça-feira (23), que resultou na demolição de sete imóveis na comunidade do Banhado. O prazo foi determinado pela juíza Naira Assis Barbosa, da 2ª Vara da Fazenda de São José dos Campos.
Por meio da assessoria de imprensa, a Prefeitura de São José dos Campos informou que ainda não foi notificada.

Em entrevista ao “Jornal da Tarde”, na rádio 012 News, o secretário de apoio social ao cidadão, Antero Baraldo, afirmou que a prefeitura fez um mapeamento na região e que todos os imóveis demolidos estavam abandonados.
Ele reiterou, durante a entrevista, que nenhum morador solicitou abrigo ou reivindicou a moradia desses imóveis.
A prefeitura de São José dos Campos alegou que as demolições eram necessárias diante do risco dos imóveis serem utilizados pelo tráfico de drogas e esconderijo para criminosos.
Os moradores protestaram, afirmando que em alguns imóveis havia moradores residindo e que a ação da prefeitura, com o apoio da Polícia Militar e GCM, foi autoritária.
De acordo com a Sociedade Amigos de Bairro do Jardim Nova Esperança, entidade que defende os moradores do Banhado, a ação foi ilegal, afirmando que enquanto o processo judicial corre a favor do Banhado, fica proibido remoção de moradores e demolição das casas.
Em um vídeo publicado em sua conta oficial do Instagram, o prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), defendeu a ação realizada na comunidade do Banhado. O prefeito destacou as ações realizadas pela prefeitura nos últimos anos para tentar tirar as famílias do local.
Nos últimos meses, moradores do local reclamaram de opressão dos agentes de segurança, já a Polícia Militar nega as acusações.
