Júri popular de acusado de matar ex-patrão e estuprar menina em Lagoinha ocorre nesta terça-feira (18)
O julgamento de Edcarlos Oliveira Rocha, 50 anos, acusado de assassinar o ex-patrão, roubar a propriedade da família e sequestrar e estuprar a filha da vítima em Lagoinha, está marcado para esta terça-feira (18). O crime aconteceu em fevereiro de 2023 e mobilizou uma das maiores operações policiais da região.
O júri será realizado no Fórum de São Luiz do Paraitinga, com início às 9h. O réu será interrogado ao longo do dia, e o Tribunal do Júri também ouvirá uma vítima e sete testemunhas.

Edcarlos foi capturado uma semana após o crime, escondido em uma área de mata, após um cerco policial que envolveu equipes de toda a região. Desde então, permanece preso preventivamente por determinação da Justiça, que também autorizou a quebra de sigilo bancário dele e de uma suposta namorada investigada por possível participação.
O julgamento estava previsto para 21 de outubro, mas foi adiado depois que um dos jurados informou ser amigo do filho de uma das vítimas, o que comprometeria a imparcialidade do processo.
Relembre o caso
Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu em uma área rural e de difícil acesso. A esposa do fazendeiro contou que um funcionário a avisou que o marido teria se machucado. Ao chegar ao curral, ela encontrou o companheiro morto e foi surpreendida pelo agressor, que armou a emboscada.
Ela foi enforcada, amarrada e amordaçada. Depois, o homem invadiu a casa principal e sequestrou a filha do casal, levando a menina para uma área de mata onde ocorreu o estupro.
De acordo com o relato da criança, ao gritar por socorro, o ex-funcionário a ameaçou com uma faca no pescoço. Em um momento de distração, ela conseguiu fugir e pedir ajuda.
A menina foi encaminhada a um hospital infantil, onde recebeu atendimento médico. A mãe também conseguiu se soltar e foi resgatada.
As buscas se intensificaram durante a noite, mas o suspeito só foi encontrado dias depois, quando a polícia montou um cerco na cidade e região.
A investigação apontou que o crime teria sido motivado por um desentendimento sobre pagamento. O caso foi registrado como homicídio, estupro de vulnerável, sequestro, cárcere privado e roubo, com agravantes de crueldade e impossibilidade de defesa das vítimas.
