Greve dos servidores em São José dos Campos afeta serviços de educação e saúde
Greve dos servidores em São José dos Campos afeta serviços de educação e saúde.
Em ato nesta manhã de quinta-feira (10/03), os servidores protestaram em frente à prefeitura. De acordo com o Sindicato dos Servidores, mais de 500 pessoas marcaram presença no ato. Os servidores batem panela, fazem apitaço e cobram o prefeito para fazer a reposição salarial, que de acordo com a inflação ultrapassa 20% no período. Pelo balanço do sindicato, mais de 30 escolas estão com as atividades paralisadas e todas as UBS`s tem servidores que aderiram à greve.
Posição da prefeitura sobre a greve dos servidores em São José dos Campos
No fim de semana, a prefeitura disse que não comentaria a possibilidade de greve e nesta quinta-feira, disse que iria fazer um balanço da paralisação no fim da manhã.
Decisão da Justiça sobre a greve desta quinta
Com base nas alegações da ação proposta pela prefeitura, o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Guilherme Strenger, proibiu o direito à greve sob a alegação de que a paralisação dos trabalhadores traria enorme prejuízo à população.
“DEFIRO o pedido liminar para determinar que a integralidade dos servidores públicos municipais da cidade de São José dos Campos permaneça em atividade, sob pena de multa diária de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), no caso de descumprimento”, ressalta em um dos trechos da decisão.
O desembargador ainda disse que a greve de quinta se “afigura como abusiva” e argumenta que “a paralisação dos serviços públicos do aludido Município poderá causar dano irreparável ou de difícil reparação aos cidadãos, especialmente quando sequer consta dos autos, como já ressaltado, o nível de adesão e quais categorias profissionais participarão do movimento paredista”.
O que diz o sindicato dos servidores sobre a greve de quinta?
O Sindicato dos servidores disse que a prefeitura age de maneira a intimidar os trabalhadores e que o departamento jurídico da associação entrou com recurso. A diretora do sindicato, Jéssica Marques, vê a movimentação da prefeitura como “arapuca” preparada pela gestão Felício Ramuth.
“Trata-se mais uma vez de uma tentativa de intimidação da nossa luta, da nossa mobilização. Nessa última semana, a paralisação cresceu muito. Vários grupos foram criados muitos servidores foram voluntários nas panfletagens e, por isso, por saber que nós vamos parar, que a nossa luta é justa, que a nossa paralisação é legal o prefeito e o Anderson Farias estão querendo armar mais essa arapuca para cima de nós e nós não vamos aceitar”.
“Então, a posição do sindicato é muito nítida. Vamos para cima com a nossa paralisação com as manifestações no Paço às sete e na Câmara Municipal às 16h, não vamos dar um passo atrás da nossa mobilização da nossa paralisação em defesas em defesa dos nossos direitos. Juntos somos mais fortes. Essa resposta que a gente tem que dar para a prefeitura que prefere nos atacar nos intimidar ao invés de dialogar com a nossa categoria com o sindicato e ao invés de garantir o gatilho que é lei e uma aposentadoria digna”, disse a sindicalista.
Foto em destaque: Life informa
