Estatuto da SAF do São José EC é aprovado por Conselho Deliberativo
O Conselho Deliberativo do São José EC aprovou o estatuto da SAF (Sociedade Anônima do Futebol), autorizando que os empresários Oscar e Bruno Constatino, do Grupo Oscar Calçados, administrem o time da região. A aprovação ocorreu na noite desta terça-feira (11).

A SAF é um modelo já utilizado por times como Cruzeiro, Botafogo e, recentemente, foi adotado pelo Vasco. Trata-se de uma lei promulgada em agosto do ano passado que permite aos clubes de futebol serem transformados em empresas.
“Não estamos vendendo o clube. É uma parceria com empresários que realmente gostem do São José”, disse Celso Monteiro, presidente do São José EC.
Atualmente em um modelo de Associação Civil, o time do São José agora se torna uma empresa com a participação de sócios. A proposta aprovada garante que o clube, como está hoje, fique com 10% dessa nova empresa e os outros 90% ficariam com os novos investidores.
Pelo estatuto aprovado, o Grupo Oscar Calçados ficará com todo o comando do futebol, incluindo as categorias de base e o futebol feminino.
Os novos investidores também irão negociar os patrocínios do time e não poderão alterar as cores, o escudo e o hino do São José EC, além de não retirar o time da cidade.

Dívidas pendentes
O advogado Rafael Marcondes, especialista em direito desportivo, ressalta que a criação de uma SAF pode auxiliar o time a encontrar formas de sanar dívidas, por exemplo.
A estimativa é de que o São José Esporte Clube tenha em torno de R$ 20 mil em dívidas com credores, a maioria em dívidas trabalhistas. Com a SAF, o time passa a ter um novo CNPJ e a responsabilidade do pagamento dessas dívidas fica por conta dessa nova empresa.
“Vejo como vantagens o capital para a realização de investimentos e para o pagamento de dívidas. Algumas, como a cível e trabalhista, poderão ser parceladas por meio do Regime de Centralização, com o comprometimento de 20% das receitas, previstas pela Lei. Da mesma forma, ainda há a possibilidade de serem negociadas com deságio, o que diminuirá consideravelmente o passivo do clube”, avalia.
“As diferenças da SAF para o tradicional modelo associativo dos clubes ou de uma empresa tradicional, é que ele se mostra mais transparente, com regras claras de governança e com fiscalização pela Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, o que deixa o negócio mais interessante para os investidores, por se mostrar mais seguro”, ressalta o advogado.
Protagonismo no futebol
A SAF pode permitir que o São José EC retorne ao protagonismo do futebol. O time que já disputou Campeonato Brasileiro e foi vice-campeão paulista na década de 1980, está fora da primeira divisão do Estadual desde 1999.
Nos últimos dois anos, a Águia do Vale não consegue sair da terceira divisão do Campeonato paulista.
A expectativa dos torcedores é que o novo grupo de investidores possa ter expertise e dinheiro para conseguir elaborar planos para uma melhora da equipe nos tor
