Embraer vai responder inquérito civil sobre denúncia de assédio eleitoral, diz Sindicato
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região divulgou, nesta sexta-feira (28), que a Embraer vai responder a um inquérito civil sobre a denúncia de assédio eleitoral, que teria ocorrido nas dependências da sede em São José.

O inquérito (000684.2022.15.002/0) foi aberto na noite da última quinta-feira (27), pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O inquérito civil é preparatório para uma Ação Civil Pública, que pode pedir condenação pela conduta antidemocrática da empresa.
Além disso, segundo o Sindicato, pode ser emitido um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), com compromisso assumido pela Embraer. A portaria que determinou a abertura de inquérito é de nº 313.2022. Antes, o MPT havia instaurado apenas um procedimento para apuração dos fatos.
O ministério estaria se baseando em denúncia registrada por meio de formulário eletrônico, no site da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT), protocolada na última terça-feira (25).
A denúncia de assédio eleitoral
O assédio teria ocorrido no centro de entregas de aeronaves (F-300) da Embraer, com envolvimento de 50 empregados. Para a investigação dos fatos, o MPT também deve usar informações obtidas junto ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
A entidade enviou, na última quinta-feira, informações apuradas entre trabalhadores da empresa. De acordo com os relatos, um dos supervisores teria pressionado os funcionários para que votem no candidato Jair Bolsonaro (PL) para a Presidência da República, com ameaça de demissão.
O Sindicato também levanta evidências de outro suposto assédio eleitoral, cometido por supervisor do mesmo setor. Por não contar com gravações de áudios e vídeos, o Sindicato afirma que vai propor ao MPT a investigação dos fatos por meio de depoimentos sigilosos.
“Já nos colocamos à disposição do MPT para apuração dessa nova denúncia. Se os chefes se sentem à vontade para assediar os trabalhadores, é porque encontram um ambiente favorável para isso na fábrica”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.
Por meio de nota, a Embraer informou que “defende o pleno exercício da democracia, respeita as diferentes opiniões e é contra qualquer forma de discriminação, seja de etnia, raça, gênero, religião ou político-partidária”.
