Dose de reforço da Pfizer aumenta anticorpos em até 25 vezes, diz estudo
Um estudo conduzido na Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), mostrou que a dose de reforço da Pfizer aumenta em até 25 vezes o nível de anticorpos, medido depois das duas aplicações de CoronaVac, e em até sete vezes o alcançado após a imunização completa com a Oxford-AstraZeneca.

O estudo, publicado no Journal of Infection, ocorreu com uma coorte não randomizada de 48 profissionais de saúde de hospitais e instituições regionais. Eles têm idade média de 30 anos, para os vacinados com CoronaVac, e 40 anos para os que receberam a AstraZeneca.
“Temos visto que a adesão à dose de reforço da vacina contra a COVID-19 não está tão alta quanto poderia ser. Nosso estudo, no entanto, mostra a importância de a população tomar a terceira dose porque há um aumento significativo da resposta imunológica e celular, indicando maiores níveis de proteção” diz Alexandre Keiji Tashima, professor do Departamento de Bioquímica.
Até esta quarta-feira (9), 21.103.428 pessoas estavam imunizadas com a dose de reforço contra a COVID-19 no estado de São Paulo, com 83,39% da população apresentando a vacinação completa (duas doses ou dose única).
“Com a pandemia, montamos um grupo de pesquisadores na Unifesp para trabalhar em estudos envolvendo a COVID-19. O objetivo é fazer uma caracterização bioquímica completa dos anticorpos”, afirma Tashima, que é orientador do doutorado de Jackelinne Yuka Hayashi, primeira autora do artigo.
A pesquisa
O trabalho contou ainda com a participação de quatro pesquisadores da Euroimmun Brasil, empresa especializada em soluções para diagnóstico laboratorial. Os resultados do grupo corroboram estudos já publicados por cientistas de Hong Kong e de universidades norte-americanas.
Além disso, outras pesquisas haviam mostrado a eficácia da dose de reforço. Uma delas, publicada no início de fevereiro na Nature Medicine, mostrou que a aplicação da terceira dose da vacina da Pfizer, seis meses após a imunização com duas da CoronaVac, confere uma eficácia de 92,7% contra a doença.
Já contra casos graves do coronavírus, a proteção sobe para 97,3%. A análise utilizou dados de cerca de 14 milhões de brasileiros. O artigo da Unifesp, com título “Humoral and Cellular Responses to Vaccination with Homologous CoronaVac or ChAdOx1 and Heterologous Third Dose with BNT162b2” pode ser lido aqui.
