julho 24, 2026

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso novamente em operação da Polícia Federal

O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso novamente nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal, em São Paulo. A ação faz parte de uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.

O cunhado dele, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão preventiva, mas ainda não havia sido localizado até a última atualização.

Imagem: Reprodução

Operação investiga ameaça, corrupção e lavagem de dinheiro

A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que, segundo a Polícia Federal, apura a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente cometidos por organização criminosa.

A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, em sua primeira decisão como relator do caso, função assumida no mês passado.

De acordo com a PF, o esquema envolveria a venda de títulos de crédito falsos por meio do banco. O nome da operação faz referência à suposta ausência de mecanismos eficazes de controle interno para prevenir crimes como gestão fraudulenta e manipulação de mercado.

Histórico e novas medidas judiciais

Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. À época, a Polícia Federal apontou risco concreto de fuga.

Havia um mandado de prisão preventiva em aberto, e o banqueiro foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.

Além de Vorcaro e Zettel, o Supremo Tribunal Federal expediu outros dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo e Minas Gerais. As investigações contam com o apoio do Banco Central do Brasil.

Também foram determinadas medidas como afastamento de cargos públicos, além de sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores possivelmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.