julho 23, 2026

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Cesta básica registrou aumento de 21% em 2022 na RMVale, subindo R$ 486,74

Em dezembro de 2022, o preço da cesta básica na RMVale foi de R$ 2.785,39 sendo um valor maior do que o registrado em dezembro de 2021, R$ 2.298,65, representando elevação de 21,18% (aumento de R$ 486,74).

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (9) pelo NUPES (Núcleo de Pesquisas Econômico e Sociais) da Universidade de Taubaté.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A maior variação encontrada entre as cidades pesquisadas foi a de Caçapava (R$ 2.854,24), com 22,34%, em comparação a dezembro de 2021, que ficou em R$ 2.333,11.

Taubaté (+ 22,14%) teve a segunda maior variação, em que o valor da cesta foi de R$ 2.749,22 em dezembro de 2022, contra R$ 2.250,82 registrado no mesmo mês de 2021.

Já a cesta mais barata foi a de São José dos Campos (R$ 2.717,77), a diferença entre o preço da cesta mais cara (Caçapava) para a mais barata (São José dos Campos) foi de R$ 136,47, ou seja, 5,02%, apontando diferença dos
preços entre as cidades em que são realizadas as pesquisas.

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Os pesquisadores do NUPES explicam que esse comportamento pode ser resultado do nível concorrência entre os estabelecimentos de supermercados. A entrada de novas redes de supermercados em São José dos Campos e Taubaté, indica uma condição de maior concorrência, o que favorece preços mais competitivos.

A menor variação da cesta ocorreu em Campos do Jordão (+20,04%), ou seja, variações muito próximas entre os municípios.

Em 2022 verificou-se a segunda maior alta no preço da cesta básica dos últimos 20 anos, com variação de + 21,18%. A maior alta na história da pesquisa, aconteceu no ano de 2002 que foi de + 23,35%.

Os pesquisadores observam que 2005 e 2017 foram os únicos anos com variação negativa no preço da cesta.

Depois da queda nos preços em 2017, o preço da Cesta voltou a aumentar pelo quinto ano consecutivo, sendo nos três últimos anos (2020; 2021 e, 2022) a sequência de maior alta no preço da Cesta na história da pesquisa.

Veja a tabela:

Fonte: Nupes

Variação nos preços da Alimentação em 2022

O segmento de alimentação é o que tem maior peso na composição da Cesta Básica Familiar, corresponde a 90,19%. Os preços desses produtos variam, principalmente em função de períodos de safra e entressafra, questões climáticas, aumento nos custos de produção e a guerra Rússia-Ucrânia.

Dos 42 itens pesquisados, 36 apresentaram altas e 5 itens apresentam reduções e um item manteve o preço de 2021.

Os principais destaques entre os “vilões” da Cesta Básica em 2022 foram: cebola (+163,43%) seguidos da banana nanica (+ 45,26%), batata (+45,07%), mamão formosa (+ 41,83%), farinha de trigo (+ 40,22%), banana prata (+ 38,97%), leite pasteurizado (+ 35,59%) e, macarrão (+35,59%).

Enquanto os produtos que tiveram reduções de preços foram: mandioca (- 12,64%), couve (- 8 ,16%), açúcar (- 5,67%), abobrinha (- 5,08%) e laranja pera (- 0,99).

Cebola: O aumento no preço do produto é consequência de vários fatores conforme pesquisas da Cepea/Esalq/USP, entre esses destacam: diminuição na era de plantio em São Paulo, Nordeste e Cerrado de Minas Gerais e Goiás, em 18%, por conta dos prejuízos dos produtores em 2021; aumento nos custos de produção com insumos mais caros; queda na produção da região sul com um inverno mais frio; e redução nas compras da Europa com a redução na área plantada, principalmente na Espanha, maior produtor daquele continente.

Bananas nanica e prata: O aumento no preço do produto está ligado a quatro fatores: aumento nos custos de produção com insumos mais caros, maior incidência de pragas que reduziu a produtividade, redução na área plantada por conta da baixa rentabilidade em 2021 e problemas climáticas com o excesso de chuvas nas principais regiões produtoras no sul e sudeste.

Os pesquisadores do NUPES concluíram que o aumento nos preços da região do Vale do Paraíba seguiu a tendência nacional com aumento no preço dos alimentos e de produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica em 2022, seguindo também o que já havia sido observado em 2020 e 2021.

O aumento no preço da cesta é uma preocupação para as famílias com menor renda, pois atinge mais diretamente a capacidade de consumo e, consequentemente, o bem estar.

Como os preços da maioria dos produtos da cesta básica da região do Vale do Paraíba subiram o dobro da variação da inflação oficial e, também o dobro do aumento percentual no salário mínimo, a perda do poder de compra das famílias mais pobres em 2022 foi significativo.

Os consumidores poderão encontrar diferenças expressivas em estabelecimentos diferentes dentro de uma mesma cidade, cuja pesquisa pelo consumidor proporcionaria uma maior relação custo-benefício.

Além disso, é necessária uma atenção especial às quantidades nas embalagens e qualidade dos produtos. A pesquisa é sempre uma boa dica de economia