setembro 11, 2026

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Caso Avibras: Sindicato cobra de Alckmin liberação de recursos para retomada da indústria

Em reunião realizada nesta quinta-feira (29) com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região voltou a pressionar o governo federal pela liberação de recursos para a Avibras Indústria Aeroespacial. A empresa, considerada a maior indústria do setor bélico do país, está com as atividades paralisadas desde 2022.

Durante o encontro, Alckmin afirmou que o governo trabalha para viabilizar um contrato entre o Exército Brasileiro e a Avibras, estimado em R$ 900 milhões, com duração de cinco anos. Segundo o vice-presidente, a confirmação do acordo deve ocorrer até o fim das negociações em curso entre o Sindicato e a empresa sobre o pagamento das dívidas trabalhistas acumuladas.

Imagem: Reprodução

A retomada das atividades da Avibras está prevista para o dia 16 de março, caso os entraves sejam solucionados.

O Sindicato foi representado pelo presidente Weller Gonçalves e pelo diretor Lucas Francelino. A CSP-Conlutas também participou da reunião, representada pelo assessor Eduardo Zanata.

Histórico de cobranças e impasse prolongado

Esta foi a terceira reunião entre o Sindicato e Geraldo Alckmin desde o início da crise na Avibras. O último encontro havia ocorrido em 29 de maio de 2023, quando já se discutia a possibilidade de um contrato emergencial para socorrer a fábrica, proposta que acabou não avançando.

Ao longo de todas as reuniões, o Sindicato tem cobrado ações concretas do governo federal. Em 2024, Weller Gonçalves chegou a entregar pessoalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma carta relatando a grave situação dos trabalhadores da Avibras. O documento foi entregue durante uma cerimônia oficial realizada na Embraer.

“Estamos há quase quatro anos nessa luta. Defendemos a estatização da Avibras. Se o governo não assumir a empresa, precisa ao menos garantir os contratos necessários para a retomada da produção. A geração de empregos e o pagamento das dívidas trabalhistas são obrigações. Vamos continuar cobrando até que as promessas saiam do papel”, afirmou Weller Gonçalves.