Bolsonaro ingressa no TSE para invalidar votos de urnas com “mau funcionamento”
O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, entraram com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a anulação dos votos de cerca de 280 mil urnas eletrônicas usadas no segundo turno das eleições, no último dia 30 de outubro.
A alegação é de que houve “desconformidades irreparáveis de mau funcionamento” nesses modelos.

O documento aponta que “em todas as 279.336 urnas eletrônicas dos modelos UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015, utilizadas no Segundo Turno das Eleições Gerais de 2022” foram verificadas inconsistências.
Segundo o presidente do partido, laudo técnico de uma auditoria realizada pela entidade Instituto Voto Legal, contratada pelo PL, indica que foram constatadas evidências de mau funcionamento de urnas eletrônicas, por meio de eventos registrados nos arquivos logs de urna, que são os registros com dados dos equipamentos eleitorais.
De acordo com o documento, as falhas teriam ocorrido apenas no segundo turno das eleições, em cinco dos seis modelos usados.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, deu 24 horas para que o Partido Liberal (PL) inclua dados sobre o 1º turno das eleições.
No despacho, Moraes pede que o partido apresente a relação de urnas supostamente defeituosas nos dois turnos, alegando que as urnas também foram usadas no primeiro turno.
Mais cedo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou considerar que a vitória do presidente da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é “um fato inquestionável”.
Sobre se há espaço para alguma contestação, Pacheco afirmou ser preciso conhecer os fundamentos apresentados e ter “responsabilidade de compreender e diagnosticar o que está sendo dito para poder ter uma conclusão”.
“Vamos conhecer quais são os argumentos para poder eventualmente responder.”
*Com informações da Agência Brasil
