julho 22, 2026

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Batata lidera aumento de preços da cesta básica em novembro

O preço da cesta básica no Vale do Paraíba registrou estabilidade em novembro, segundo levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes), da Universidade de Taubaté (Unitau), divulgado nesta terça-feira (2).

De acordo com o estudo, o valor médio da cesta na região ficou em R$ 2.837,15, alta de apenas 0,02% (R$ 0,69) em relação a outubro (R$ 2.836,46). Por ser uma variação inferior a 1%, o Nupes classifica o comportamento dos preços como estável.

O núcleo destaca que, após sete meses seguidos de queda, o movimento de novembro indica uma leve inflexão. No acumulado de 2025, a variação é de +0,43%, impulsionada por altas no início do ano e reduções mais suaves ao longo dos meses seguintes.

Imagem: Reprodução

O que puxou a oscilação de novembro

Segundo os pesquisadores, o cenário resulta de uma combinação de fatores: início de alta em alguns grupos de alimentos, boa oferta de produtos agropecuários e forte concorrência no varejo, com novas lojas inauguradas — especialmente em Taubaté, o que ajuda a conter preços.

A pesquisa acompanha quatro cidades do Vale. Veja os valores médios da cesta básica em novembro:

  • São José dos Campos: R$ 2.812,32 (outubro: R$ 2.805,64)

  • Taubaté: R$ 2.782,65 (outubro: R$ 2.800,24)

  • Caçapava: R$ 2.799,64 (outubro: R$ 2.806,05)

  • Campos do Jordão: R$ 2.954,00 (outubro: R$ 2.933,89)

Batata dispara; tomate recua

Entre os itens avaliados, a batata inglesa foi o alimento com a maior alta do mês, enquanto o tomate teve a maior queda.

Maiores altas em novembro:

  • Batata inglesa: +11,06%

  • Cebola: +10,90%

  • Mamão formosa: +6,78%

Maiores quedas em novembro:

  • Tomate: –16,63%

  • Abobrinha: –12,90%

  • Alho: –6,72%

Por que a batata subiu tanto?

Segundo o Nupes, o aumento está ligado ao período de entressafra, que reduz a oferta e torna o mercado dependente de estoques — elevando custos de armazenamento e logística.

A cebola também ficou mais cara devido à restrição sazonal e a efeitos climáticos que afetaram volume e qualidade das colheitas.

No caso do mamão formosa, o reajuste é atribuído principalmente ao calor intenso, que impactou áreas produtoras e diminuiu o volume colhido no mês.

O Nupes reforça que os movimentos são típicos da sazonalidade agrícola, mas continuam sendo monitorados devido à pressão que exercem no orçamento das famílias do Vale.