Após três dias de velório, Monsenhor Jonas Abib é sepultado em Cachoeira Paulista
O corpo do Monsenhor Jonas Abib, fundador da Canção Nova, foi sepultado nesta quinta-feira (15), em Cachoeira Paulista. A cerimônia foi fechada para amigos e familiares. O cortejo do corpo até o local do sepultamento, foi acompanhado por mais de 4 mil fiéis.
O corpo do Monsenhor Jonas Abib foi sepultado na Sala das Graças Alcançadas, no Santuário do Pai das Misericórdias. Uma multidão de fiéis aguardou em fila para visitar o túmulo e se despedir.

Antes do sepultamento, um total de 162 padres, 15 diáconos e 8 bispos marcaram presença na última missa participaram da missa de corpo presente, no Santuário do Pai das Misericórdias.
A celebração foi acompanhada por milhares de fiéis no Santuário, localizado no interior da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista.
A missa de exéquias foi presidida pelo bispo da diocese de Lorena (SP), Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias.
“Nosso eterno e querido Monsenhor Jonas Abib se destacou nas últimas décadas na ação evangelizadora no Brasil, América Latina e outras nações. Soube empenhar sua vida pela causa do anúncio da Boa Nova de Jesus”, disse o bispo no início de sua homilia. Ele recordou a biografia de Padre Jonas, desde seus primeiros passos na congregação salesiana em Lavrinhas, interior de São Paulo.
Dom Joaquim recordou a perseverança com que Padre Jonas se dedicava aos jovens. Falou também sobre os primeiros passos que o Monsenhor deu, no longínquo ano de 1978, para formar o que seria a Comunidade Canção Nova.
“Por sua vez, a TV Canção Nova serve-se de conteúdo religioso, educativo e jornalístico. Realiza o que São Paulo VI anunciou na [exortação apostólica] Evangelii Nuntiandi: ‘A Igreja se sentiria culpada diante do Senhor se não lançasse mão destes meios potentes que a inteligência humana torna cada dia mais aperfeiçoados’”, observou o bispo.
Citou o projeto Dai-me Almas, os encontros de evangelização (como o Rebanhão, na cidade de Cruzeiro, interior de São Paulo) e os Cenáculos, acampamentos de oração e aprofundamento realizados periodicamente. “Padre Jonas se dedicou incessantemente à evangelização e à efusão do Espírito Santo para uma mudança de vida e busca da santidade”, ponderou o bispo de Lorena.

Depoimentos
Momentos antes da celebração, alguns expoentes da Igreja ofereceram breves depoimentos finais sobre a vida de Monsenhor Jonas Abib. “De fato, é um dia muito diferente, ao mesmo tempo de tristeza e saudade. Uma morte serena. Como é a morte dos santos. Tenho rezado e me perguntado muito sobre isso: ‘o que Deus está falando para nós?’. E Ele está falando muito, falando muito com a Canção Nova. E vamos precisar de tempo para digerir isso. Um profeta que deixou uma mensagem muito forte”, disse Frei Gilson.
“Quando entrei aqui e senti essa energia do povo, percebi que esta é a santidade, alguém que doou sua vida a Deus. Uma força, uma energia que gira a vida”, acrescentou Frei Hans Stapel, fundador da Fazenda Esperança.
Ricardo Augusto Sá Oliveira, missionário e membro que integrou a Comunidade Canção Nova por muitos anos, salientou o quanto o Monsenhor inspirou a santidade. “Ele continua vivo dentro de nós. Todos nós fomos impactados por sua humanidade”.
Os últimos momentos
Padre Jonas lutava contra um câncer mieloma — muito comum em pessoas acima dos 50 anos. A doença foi descoberta em 2021, enquanto o Monsenhor e a equipe médica com quem se tratava investigavam uma anemia e uma alteração nos rins. Fundador da Comunidade Canção Nova, a morte de Padre Jonas comoveu representantes da sociedade civil e da Igreja.
Dom Joaquim Wladimir recordou o quanto o Monsenhor lutou até o fim pela vida. “Soube combater o bom combate com serenidade e fidelidade de fé em Cristo. Nos últimos meses, confiando-se a Nossa Senhora Auxiliadora, como bom filho espiritual de Dom Bosco, perseverou na oração e na firme esperança da vinda do Senhor”.

