“A nossa intenção é provar a inocência”, diz advogada de defesa de pai acusado de matar e enterrar filha em Jacareí
Em entrevista à 012 News, Gabriela carvalho, advogada de defesa de Sidnei Martins que é acusado de matar e enterrar a própria filha em Jacareí, afirmou que irá buscar a inocência dele. A afirmação foi dada nesta quarta-feira (9) ao jornalista Willian Jordão, durante o ‘Primeiro Jornal’.
A defesa dele solicitou à Justiça que o réu possa responder pelo crime em liberdade. O Ministério Público já deu parecer contrário, mas a Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido.
A menina estava desaparecida desde o dia 20 de maio, quando o pai deu por falta dela após sair de casa para encontrar uma amiga. O homem, acompanhado da esposa, fez a queixa pelo sumiço da filha e mobilizaram vizinhos, a rede social e chegaram a acionar a imprensa pedindo ajuda para encontrar a menina.
A Polícia Civil investigava o desaparecimento de quando desconfiou da versão do pai e começou a investigá-lo. Após a prisão, ele confessou o crime e disse que estava sob efeito de drogas quando matou a própria filha.
O irmão da vítima também foi preso, suspeito de ajudar o pai a ocultar o cadáver, mas foi liberado. Ele afirmava, desde o começo, que não tinha envolvimento com a morte da irmã e nem ajudou na ocultação do cadáver.
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No documento, enviado ao Tribunal de Justiça na última segunda-feira (7/11), a defesa de Sidnei alega que o motivo para ele estar preso enquanto responde ao processo, é a comoção popular que o caso gerou na cidade e por isso pede a revogação da prisão preventiva.
“Como dito algumas vezes nos autos, o crime causou comoção social na cidade de Jacareí, e esse, em verdade, é o único elemento tangível para a segregação cautelar”, afirmou a defesa de Sidnei no pedido.
Em outro trecho, a defesa afirma que a prisão preventiva do homem não tem respaldo legal e pede para que ele possa responder o crime em liberdade.
“Todavia, este elemento não possui respaldo legal, conforme ampla jurisprudência. Assim, considerando as regras do devido processo legal vigentes em nosso Estado Democrático de Direito, requer-se a revogação da prisão preventiva, com a imposição de outras medidas cautelares, se o caso”, disse.
Sidnei responde na Justiça por homicídio qualificado – por motivo fútil, com emprego de meio cruel, mediante recurso que dificulte ou torne impossível defesa da vítima e com violência doméstica contra mulher – e também por ocultação do cadáver.
