Vale do Paraíba: Mortes de motociclistas disparam 40% e atingem maior índice da década em 2026
A RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) vive um cenário preocupante nas estradas e vias urbanas em 2026. O número de motociclistas mortos em acidentes de trânsito aumentou 40,43% entre janeiro e abril deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo dados do Infosiga, foram 66 mortes de motociclistas nos quatro primeiros meses de 2026, contra 47 no ano passado. O resultado transforma este no período mais letal para usuários de moto em toda a série histórica do sistema estadual, iniciada em 2015.

Motociclistas representam mais da metade das mortes no trânsito
Os motociclistas responderam por 56,41% das 117 mortes no trânsito registradas na região neste ano. Apesar de uma pequena queda em relação ao percentual do primeiro trimestre — que era de 58,75% —, os dados seguem em nível alarmante.
O número atual supera inclusive os índices de 2015, ano que até então concentrava os piores registros da história do Infosiga no Vale do Paraíba. Naquele período, 53 motociclistas morreram nos quatro primeiros meses do ano, representando 38% dos 139 óbitos totais registrados na época.
Série histórica mostra crescimento dos acidentes fatais com motos
Depois do pico registrado em 2015, o número de mortes envolvendo motociclistas chegou ao menor patamar em 2017, quando 31 pessoas perderam a vida em acidentes com motos no primeiro quadrimestre.
Nos anos seguintes, os índices voltaram a crescer gradualmente. Em 2022 e 2024, o total chegou a 53 mortes. Já em 2025, houve redução para 47 óbitos, mas os números voltaram a disparar em 2026, atingindo o maior patamar da série histórica.
Queda geral no trânsito não se reflete entre motociclistas
Apesar do avanço nas mortes de motociclistas, o total geral de vítimas fatais no trânsito da RMVale apresentou redução de 8,59% neste ano.
Os dados apontam queda de 128 mortes entre janeiro e abril de 2025 para 117 no mesmo período de 2026. Ainda assim, os acidentes envolvendo motos seguem como principal preocupação nas estatísticas da região.
