agosto 22, 2026

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SJC: Polícia investiga tentativa de homicídio na Fundação Casa

A Polícia Civil apura uma tentativa de homicídio ocorrida na Fundação Casa de São José dos Campos, após três adolescentes internos serem suspeitos de enforcar um jovem de 18 anos dentro de um dormitório às margens da Rodovia dos Tamoios, na noite de domingo (30).

De acordo com o boletim de ocorrência, o caso foi registrado como ato infracional análogo a homicídio tentado, por motivo fútil, além do crime de ameaça.

Imagem: Reprodução

Briga por motivo banal antecedeu agressões

Segundo o registro policial, o episódio teria começado por volta das 22h, após uma discussão entre a vítima e três adolescentes de 17 anos, que dividiam o mesmo quarto na unidade socioeducativa, localizada no Jardim São Judas Tadeu, zona leste da cidade.

Durante o conflito, o trio teria usado lençóis para enforcar o jovem, que chegou a desmaiar. Ao recobrar a consciência, ainda dentro da unidade, o rapaz relatou ter sido ameaçado pelos mesmos adolescentes, que teriam afirmado que “se contasse algo à coordenação, seria agredido novamente”.

Caso só foi comunicado após atendimento psicológico

O clima de intimidação fez com que o caso só fosse comunicado oficialmente à direção no dia seguinte, após atendimento psicológico. A direção, então, acionou a Delegacia da Infância e Juventude, que registrou a ocorrência e iniciou a investigação.

Por volta das 16h de segunda-feira (1º), um dos adolescentes envolvidos passou por atendimento com a psicóloga da unidade. Durante a conversa, a profissional notou a gravidade das marcas no pescoço da vítima e encaminhou o jovem ao ambulatório da Fundação, de onde foi transferido para a UPA Putim e, posteriormente, aguardava vaga para o Hospital Municipal.

Um exame pericial do IML foi solicitado para detalhar as lesões decorrentes da tentativa de estrangulamento.

Fundação Casa relata “punição”, mas polícia trata como tentativa de homicídio

A representante da Fundação Casa que registrou a ocorrência informou que, segundo relatos internos, os adolescentes não teriam a intenção de matar o colega, mas de “punir” o jovem por ele supostamente se recusar a participar de um ato planejado para causar tumulto na unidade.

Mesmo assim, pela gravidade do método utilizado e pelo fato de a vítima ter perdido a consciência, a Delegacia da Infância e Juventude manteve o enquadramento como homicídio tentado, além de ameaça. O caso agora segue para análise do delegado titular, que definirá os próximos passos do inquérito.