Correios aprovam reestruturação com fechamento de mil agências e novo programa de cortes
Os Correios aprovaram nesta semana um amplo plano de reestruturação, que pretende recolocar a estatal no rumo da recuperação financeira já nos próximos meses. Entre as medidas previstas estão o fechamento de até mil agências deficitárias, novas rodadas de demissão voluntária e a venda de imóveis, que pode gerar cerca de R$ 1,5 bilhão em receita.

Situação financeira crítica
Após encerrar 2024 com prejuízo de R$ 2,6 bilhões, a empresa já havia adotado, em maio deste ano, um pacote inicial de contenção de gastos que incluiu redução de jornada, suspensão temporária das férias de 2025, fim do trabalho remoto e um primeiro PDV.
A edição mais recente do programa teve cerca de 3,5 mil adesões, resultando em economia anual estimada em R$ 750 milhões.
Presença nacional e desafios
Segundo o IBGE, os Correios têm presença em todos os 5.568 municípios do país, além do Distrito Federal e de Fernando de Noronha. Mesmo assim, a estatal enfrenta dificuldades para manter unidades deficitárias, e o novo plano prevê uma reorganização profunda da rede.
A expectativa é que, com as medidas, o déficit seja reduzido ao longo de 2025 e a empresa volte a registrar lucro em 2027.
Empréstimo bilionário
Como parte da estratégia, os Correios planejam contratar um empréstimo de até R$ 20 bilhões até o fim de novembro — considerado essencial para reduzir o rombo acumulado, restabelecer o equilíbrio financeiro em 2026 e permitir a retomada do crescimento a partir de 2027.
Três fases da reestruturação
O plano foi elaborado após análises internas da situação financeira e do modelo operacional da empresa. A reestruturação foi dividida em três etapas:
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Recuperação financeira
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Consolidação
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Crescimento
A estatal afirma que o objetivo é tornar o serviço mais eficiente, sustentável e alinhado ao atual cenário do setor de logística no país.
