julho 3, 2026

012 News | O portal de notícias do Vale do Paraíba e Litoral Norte

O conceito da 012 News é informar e entreter nossos telespectadores e ouvinte.

Casos de infarto entre jovens dobram no Brasil, aponta levantamento do SUS

O número de jovens que sofrem infarto no Brasil mais que dobrou nos últimos 16 anos, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS). O aumento nas internações de pessoas com menos de 39 anos acende um sinal de alerta sobre os hábitos e a saúde cardiovascular dessa faixa etária.

Imagem: Reprodução

Fatores de risco em ascensão

Especialistas atribuem o avanço dos casos a uma combinação de fatores, como obesidade, sedentarismo e uso de cigarro eletrônico. Pesquisas recentes apontam que os dispositivos de vaping podem causar danos semelhantes — ou até mais graves — que o cigarro tradicional, por conter altas concentrações de nicotina e substâncias tóxicas.

O uso de maconha também tem sido associado a um risco até cinco vezes maior de infarto entre jovens. Outro ponto de atenção é a hipertensão arterial, que segue mal controlada: apenas cerca de 30% dos pacientes diagnosticados mantêm o tratamento de forma adequada, de acordo com cardiologistas.

Fatores genéticos e sintomas silenciosos

O componente hereditário também influencia o surgimento precoce da doença. Pessoas com histórico familiar de infarto devem iniciar acompanhamento médico ainda na juventude, mesmo que não apresentem sintomas.

Os sinais do infarto nem sempre são claros. Além da dor no peito e irradiação para o braço esquerdo, podem surgir mal-estar, ansiedade, desconforto abdominal ou cansaço intenso, o que muitas vezes atrasa o diagnóstico e o socorro.

Prevenção e alerta médico

O infarto continua entre as principais causas de morte no mundo, e a prevenção é apontada como a forma mais eficaz de conter o avanço entre os jovens. Médicos reforçam a importância de manter hábitos saudáveis, praticar atividade física, controlar o peso e a alimentação, além de realizar exames periódicos.

Segundo especialistas, o desafio atual é romper a falsa sensação de invulnerabilidade entre os mais jovens, já que o infarto deixou de ser uma preocupação exclusiva da população idosa.