agosto 24, 2026

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Pressão 12 por 8 deixa de ser normal e entra na faixa de pré-hipertensão

A pressão arterial de 12 por 8, antes considerada ideal, agora é classificada como pré-hipertensão no Brasil. A mudança faz parte de uma diretriz divulgada ontem (quinta-feira, 18) durante o 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia, em São Paulo.

Imagem: Reprodução

O documento, elaborado em conjunto pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), redefine os valores de risco. Passam a ser considerados pré-hipertensos aqueles com níveis entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 (120-139 mmHg sistólica e/ou 80-89 mmHg diastólica).

Prevenção no foco

Antes vistos como “normais limítrofes”, esses números agora exigem acompanhamento médico mais próximo. A ideia é atuar na prevenção, com mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, até o início de tratamento medicamentoso.

A decisão segue a mesma linha de diretrizes internacionais, como a do Congresso Europeu de Cardiologia de 2024, que também passou a classificar a pressão 12 por 8 como “pressão arterial elevada”.

Meta de tratamento mais rígida

Outro ponto de destaque é o novo alvo para hipertensos no Brasil. Antes, o controle aceitava manter a pressão em até 14 por 9 (140/90 mmHg). Agora, o objetivo é reduzir para abaixo de 13 por 8 (<130/80 mmHg), independentemente da idade, sexo ou presença de outras doenças.

Segundo os especialistas, essa redução é essencial para diminuir os riscos de infarto, AVC e insuficiência renal. Nos casos em que o paciente não suporta quedas tão intensas, a orientação é buscar o menor valor possível dentro da segurança clínica.

Atenção ao SUS

Pela primeira vez, a diretriz dedica um capítulo exclusivo ao Sistema Único de Saúde (SUS), responsável por acompanhar cerca de 75% dos hipertensos no país.

O texto traz recomendações adaptadas à realidade brasileira, como:

  • Priorizar medicamentos já disponíveis na rede pública

  • Reforçar protocolos de acompanhamento multiprofissional

  • Estimular monitoramento com MAPA (ambulatorial) e MRPA (residencial), sempre que viável