Após ciclone extratropical, chuvas e ventos devem dar trégua e temperaturas podem subir no Rio Grande do Sul e Santa Catarina
O ciclone extratropical que provocou chuvas fortes e ventanias sobre áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, incluindo a região da Grande Porto Alegre, já está se afastando do Sul do Brasil. Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Olivio Bahia, não há mais risco de ventos intensos e nem de chuva forte.
“O ciclone extratropical que provocou chuva e ventos principalmente no sul do Brasil, se afasta para alto mar, se afastando da Costa do Brasil, ainda deixa o tempo ventoso, principalmente na costa da região dos estados da região sul, em especial Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas os ventos até o final do dia começam a perder força. Então, a partir principalmente do domingo começa a se afastar para alto mar e os ventos começam a diminuir”, afirma.
De acordo com o meteorologista, a partir da próxima semana, o tempo deve se manter “estável e seco”.
“O ciclone se afastou, de forma geral você tem a chuva diminuindo, pode haver algum chuvisco na faixa litorânea da região sul, mas já volta a secar. Hoje eu acho que tem ainda chance para chuva aqui no DF, parte do sudeste do Brasil, em função dessa frente que atua principalmente no oceano. Aparentemente, o início da semana começa com a normalidade de tempo seco em grande parte do território brasileiro. A chuva deve ficar concentrada mesmo pontualmente em áreas da região norte e em áreas especialmente da faixa mais próxima ao litoral da região nordeste”, diz.
Segundo o meteorologista, uma nova frente fria está prevista para a quinta-feira (22) e pode voltar a trazer chuvas rápidas para as regiões Sul e Sudeste.
Os ciclones extratropicais são centros de baixa pressão atmosférica que se formam fora dos trópicos, em médias e altas latitudes, como explica o meteorologista.
“De forma geral, o ciclone se forma em função do aquecimento do Sol, ele aquece a superfície de forma diferenciada, gera campos de pressão diferentes. Você tem áreas com baixa pressão, áreas com alta pressão. Isso dá origem aos ventos e os ventos levam a empurram as massas de ar não frias ou quentes de uma área para outra”, diz.
Fonte: Brasil 61

