junho 4, 2026

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Sabesp recebe diariamente 1.800 reclamações de falta de água em São José dos Campos

Falta de água gera, em média, 1.800 reclamações à Sabesp por dia, em São José dos Campos. Representantes da empresa divulgaram essa informação, na última segunda-feira (21) durante a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal, responsável por investigar o suposto descumprimento do contrato firmado entre a Prefeitura e a companhia.

Reunião da CEI da Sabesp para ouvir representantes da empresa
Foto: Cleverson Nunes/CMSJC

Há 195 mil ligações de água no município e as reclamações correspondem a 0,9% desse total de imóveis atendidos.

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O problema no abastecimento de água na cidade foi o principal ponto das oitavas tanto do superintendente regional da Sabesp, Sérgio Bekerman, quanto do gerente do Departamento Distrital, José Geraldo da Fonseca Júnior.

Segundo o explicado por Bekerman, a interrupção no fornecimento de água pode ter inúmeras causas, já que nenhum sistema de abastecimento é infalível, dentre elas: falta de energia elétrica, vazamentos ou problemas internos em residências. Mas, por outro lado, o superintendente regional também reconheceu que vários bairros da cidade foram afetados pelos problemas localizados no início do ano.

Bekerman disse ainda, que, até 2025, a Sabesp investirá R$ 109 milhões em infraestrutura no abastecimento, e além disso, a concessionária tem feitos ampliações de adutoras e de reservatórios, com a intenção de melhorar a oferta de água nos bairros periféricos.

E mais, de acordo com o afirmado pelo superintendente regional, a Sabesp investiu R$ 565 milhões em São José, considerando o período do início do atual contrato na cidade, em 2008 até 2021, montante acima dos R$ 450 milhões previstos inicialmente. Parte desse recurso gerou 100% de coleta e tratamento de esgoto em áreas regulares do município, em 2008, quando o índice era de 46%.

Comissão

O primeiro depoimento da terceira oitiva da comissão foi da diretora do Departamento de Concessionárias da Prefeitura, Dolores Moreno Pino, a Lola. Após a fala da diretora, foram ouvidos três representantes da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

Em 2008, a empresa firmou o contrato com a Prefeitura de São José dos Campos, com prazo de duração de 30 anos. A falta de água recorrente em bairros da cidade é a principal reclamação apurada pela comissão.