Trabalhadores ameaçam greve na GV do Brasil, em Pindamonhangaba
Os trabalhadores da fábrica GV do Brasil, localizada em Pindamonhangaba, aprovaram por unanimidade a entrega de um comunicado de greve, na manhã desta sexta-feira (23). A decisão veio após assembleia que reprovou a proposta da empresa que não contemplou reajuste de salário e nem aumento na PLR.

A direção da fábrica chegou a apresentar uma proposta sobre a PLR, mas com o mesmo valor do ano passado, que foi reprovado. A fábrica é do ramo do aço, um setor que – segundo o Sindicato dos Metalúrgicos – tem as bancadas patronais que estão mais truculentas na Campanha Salarial, com ameaça de retirada de direitos trabalhistas e parcelamento do reajuste salarial.
Uma paralisação já havia ocorrido no começo do mês de setembro para cobrar abertura de negociação com a empresa.
De acordo com o presidente do Sindicato, André Oliveira, o comunicado de greve entregue também reivindica o aumento real de salário. O índice da inflação medido pelo INPC, que serve de parâmetro para as negociações, ficou em 8,83%.
“Teve uma redução na inflação, o índice geral ficou em 8,83%, mas o preço dos alimentos só subiu, ficou bem maior, em 13,47%. Os trabalhadores merecem e precisam de um reajuste que compense o que eles já perderam ao longo do ano, pagando tudo mais caro”, disse André.

Segundo o dirigente sindical Paceli Alves, a produção na GV no último ano tem se mantido acima da média todos os meses. Em junho, a fábrica anunciou um investimento de R$ 1,5 bilhão, para duplicar o setor produtivo.
O ramo do aço é um dos principais responsáveis pelo aumento nos valores de exportações do município.
A GV do Brasil é uma unidade do grupo Simec e atualmente tem cerca de 400 funcionários em Pindamonhangaba.
