setembro 4, 2026

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31 de Maio – Dia Mundial Sem Tabaco: médico alerta para o risco de cigarros eletrônicos

Dia 31 de maio é o Dia Mundial Sem Tabaco, data escolhida pela Organização Mundial da Saúde para realizar uma mobilização global pelo combate ao fumo e seus danos, pois o tabaco continua sendo líder global entre as causas de mortes evitáveis e um importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas como o câncer, doenças cardiovasculares e diabetes.
Imagem: Reprodução
“É importante alertarmos as pessoas para o fato de que algumas doenças provocadas pelo tabaco como o câncer de laringe e de boca não tem sintomas iniciais em 90% dos casos, ou seja é importante não esperar sinais de adoecimento para deixar o fumo, pois quando os sintomas aparecem muitas vezes a doença já está em estágio avançado e provocou muitos danos”, afirma o médico otorrinolaringologista Dr. Jefferson Takehara.
De acordo com o especialista, outro ponto de atenção é sobre o surgimento de novos dispositivos de consumo de tabaco que parecem menos agressivos, mas devido à alta concentração de tabaco podem de causar danos até mais graves a saúde como os narguiles, cigarros eletrônicos (vapes) e o SNUS uma espécie de adesivo que já vem sendo amplamente utilizado na Europa.
“Como não há regulamentação para esses produtos no Brasil, além dos ricos associados ao tabaco eles ainda podem trazer outros como o de contaminação por solventes e outros produtos químicos que são usados na composição. Já tivemos casos graves de pacientes que usavam os vapes com lesões pulmonares por esse motivo”, afirma.
Além disso, como não costumam ter cheiro os cigarros eletrônicos acabam sendo utilizados em locais fechados como dentro do carro e passam a falsa sensação de quem não fazem mal para quem não está perto.
“Isso é uma grande mentira, a fumaça produzida pelo cigarro eletrônico é tão prejudicial ou até mais do que do cigarro comum para o fumante passivo. Crianças que convivem com adultos que usam os vapes frequentemente apresentarem problemas respiratórios associados ao fumo passivo”, explica Dr. Jefferson.
O médico alerta ainda que além de estarem fazendo mal para a própria saúde, os pais que fumam, mesmo que não o façam perto dos filhos podem estar prejudicando a saúde das crianças. “O simples odor que fica nas roupas, mãos e roupa de pais fumantes já pode ser o suficiente para prejudicar crianças que tenham doenças alérgicas”, conclui.