Vale do Paraíba: Denúncias de assédio eleitoral no trabalho aumentam 12% em relação a 2022
O Vale do Paraíba, a Serra da Mantiqueira e o Litoral Norte somaram 19 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em 2026, segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT). O total, contabilizado até 22 de outubro, representa um aumento de aproximadamente 12% em relação à eleição presidencial de 2022, quando foram registrados 17 casos.
Na eleição municipal de 2024, a região havia contabilizado sete denúncias. Na comparação com aquele ano, o número atual é cerca de 171% maior.
O cenário regional contrasta com os dados estaduais. Em São Paulo, foram registradas 284 denúncias em 2026, ante 375 na eleição presidencial de 2022, uma redução de 24%. Em 2024, o estado contabilizou 110 registros.
Entre as regiões do interior paulista incluídas no levantamento, além de São José dos Campos, apenas Bauru apresentou aumento em relação a 2022. A região passou de 12 para 13 denúncias.
Os números foram divulgados pelo MPT e consideram os registros recebidos até 22 de outubro. Os totais ainda podem sofrer alterações até o encerramento do período eleitoral.

Vale registra alta, enquanto interior paulista tem redução
Na área de atuação do MPT que abrange São José dos Campos, o número de denúncias cresceu 12% em relação à eleição presidencial de 2022. Na comparação com as eleições municipais de 2024, a alta chega a aproximadamente 171%.
Já o conjunto do interior paulista e do Litoral Norte, abrangido pela 15ª Região do MPT, contabilizou 123 denúncias em 2026. O número ficou abaixo dos 258 registros de 2022, mas acima dos 68 casos contabilizados em 2024.
Entre as regiões com mais denúncias neste ano, Campinas aparece na primeira posição, com 38 registros. São José dos Campos e Ribeirão Preto tiveram 19 casos cada, seguidas por São José do Rio Preto, com 18.
MPT terá plantão durante o segundo turno
O Ministério Público do Trabalho anunciou atendimento em regime de plantão nos dias 24 e 25 de outubro, das 8h às 17h, nas unidades do interior de São Paulo. A medida busca receber e encaminhar denúncias durante o segundo turno das eleições presidenciais.
Em São José dos Campos, o plantão contará com um procurador e um servidor. O objetivo é permitir a análise de possíveis casos e a adoção de providências para interromper práticas ilegais no ambiente profissional.
O MPT poderá atuar em conjunto com o Ministério Público Eleitoral e a Justiça do Trabalho. Entre as medidas possíveis estão pedidos de urgência, fiscalizações e ações para impedir a continuidade de irregularidades.
O que caracteriza assédio eleitoral no trabalho?
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou outras pessoas em posição de poder tentam pressionar, constranger ou induzir trabalhadores a votar em determinado candidato ou apoiar uma opção política.
A prática pode incluir ameaças de demissão, promessas de benefícios, pressão sobre funcionários e outras formas de interferência na liberdade de escolha.
A legislação protege o direito dos trabalhadores de formar suas próprias convicções políticas e votar livremente, sem sofrer coação ou retaliação no ambiente profissional.
Como denunciar assédio eleitoral?
Denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho pela internet, por meio do site oficial do órgão:
