Pindamonhangaba: Preso por feminicídio de estudante de Direito morre em hospital penitenciário
Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, preso pelo feminicídio da estudante de Direito Lívia Berthoud, morreu na segunda-feira (12), no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP), em São Paulo.
Ele estava detido desde agosto, quando foi preso em flagrante após a morte da ex-companheira, em Pindamonhangaba. A informação sobre o óbito consta em um boletim de ocorrência registrado no 13º Distrito Policial, no bairro Casa Verde, na capital paulista. Segundo o documento, a morte ocorreu às 8h53 e foi registrada como suspeita.
Carlos Eduardo estava internado após ser ferido por um disparo de arma de fogo na região do pescoço, depois do crime contra Lívia. Na ocasião, ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao pronto-socorro de Pindamonhangaba, onde permaneceu entubado e sob escolta policial.
De acordo com o advogado de defesa, após apresentar melhora no quadro clínico, o investigado foi transferido para o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, na capital paulista.

SAP confirma morte e encaminhamento ao IML
Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou que Carlos Eduardo morreu na segunda-feira (12), enquanto estava internado no CHSP. Segundo a pasta, ele havia sido encaminhado pela Delegacia Seccional de Taubaté para receber atendimento médico.
O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames, e os familiares foram comunicados. Até a divulgação das informações, a causa da morte não havia sido informada.
Segundo o advogado, a defesa havia solicitado à Justiça a concessão de liberdade provisória, alegando o estado de saúde do cliente e a possibilidade de ele receber cuidados dos familiares. O pedido, porém, foi negado.
Após a confirmação do óbito, o defensor afirmou que pretende buscar esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte e verificar se houve algum fator externo ou participação de terceiros.
Família de Lívia diz que continuará preservando a memória da jovem
Em manifestação, os familiares de Lívia Berthoud afirmaram que não comemoram a morte de Carlos Eduardo. Segundo a família, a busca por justiça deveria ter ocorrido em vida, perante a Justiça.
Os parentes também destacaram que continuarão falando sobre a jovem e mantendo viva sua memória, para que ela não seja esquecida.
Estudante foi morta a tiros em praça de Pindamonhangaba
Lívia Berthoud tinha 23 anos e foi morta a tiros na manhã de 10 de agosto, em uma praça no bairro Campo Alegre, em Pindamonhangaba.
A jovem cursava o 10º semestre de Direito na Universidade de Taubaté (Unitau) e fazia estágio no Ofício das Execuções Criminais de Taubaté, vinculado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Conforme o boletim de ocorrência do feminicídio, Lívia já havia procurado a polícia por episódios de violência doméstica e possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro.
Familiares relataram às autoridades que Carlos Eduardo não aceitava o fim do relacionamento e já havia feito ameaças de morte contra a estudante.
Após o crime, ele foi preso em flagrante por feminicídio e descumprimento de medida protetiva. O homem foi encontrado ferido em um apartamento em Pindamonhangaba e levado para atendimento médico. Na época, permanecia internado sob escolta policial e, conforme as informações divulgadas, não tinha condições clínicas de prestar depoimento.
Polícia apreendeu arma e outros objetos
Durante as investigações, policiais encontraram o nome de Lívia escrito com sangue em um espelho do apartamento onde Carlos Eduardo foi localizado, segundo informações atribuídas à Polícia Civil.
Um revólver calibre 38, celulares e outros objetos também foram apreendidos no local.
A morte de Carlos Eduardo foi registrada como suspeita, e a causa do óbito ainda dependia de esclarecimentos. A apuração das circunstâncias da morte poderá contribuir para determinar o que ocorreu durante a internação.
