São José dos Campos: Museu da Casa Brasileira recebe mais de 67 mil visitantes em dois meses
A exposição “Sob a Casa, Outras Casas”, instalada na Residência Olivo Gomes, em São José dos Campos, recebeu 67.243 visitantes desde a abertura, em 27 de junho. No primeiro mês de funcionamento, cerca de 33 mil pessoas passaram pelo espaço.
O Museu da Casa Brasileira, referência nas áreas de arquitetura e design, ocupa temporariamente a residência localizada no Parque da Cidade, na Avenida Olivo Gomes, 100, em Santana. A iniciativa é realizada em parceria com a Prefeitura de São José dos Campos e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo.
Com entrada gratuita, a exposição pode ser visitada de quinta-feira a domingo, das 10h às 17h. A mostra utiliza os ambientes originais da residência modernista para apresentar diferentes aspectos relacionados à arquitetura, aos objetos e às formas de habitação no país.

Exposição reúne diferentes formas de morar
Com curadoria de Giancarlo Latorraca, Isabel Xavier e Guilherme Wisnik, a mostra apresenta a ideia de que a formação da habitação brasileira reúne diferentes referências culturais e sociais.
Nos ambientes da residência, o visitante encontra objetos relacionados a moradias indígenas, rurais, ribeirinhas, sertanejas e periféricas, além de peças dos períodos colonial e imperial e exemplares do design moderno e contemporâneo.
O percurso também conta com registros fotográficos de autores como Andrés Otero, Iatã Cannabrava e Milton Guran, com imagens de diferentes tipos de moradia, incluindo palafitas amazônicas e apartamentos urbanos.
A disposição das obras acompanha os cômodos originais projetados pelo arquiteto Rino Levi, estabelecendo relações entre os elementos da residência e os objetos apresentados.
Conheça os núcleos da exposição
Diversas formas do sentar
Localizado na área social da residência, o núcleo “Diversas formas do sentar” apresenta diferentes maneiras de utilizar bancos, cadeiras, redes, esteiras, poltronas e sofás.
A seleção coloca lado a lado práticas indígenas associadas ao sentar próximo ao chão e peças produzidas pela indústria e pelo design moderno do século 20. Fotografias da série Casas do Brasil complementam o espaço.
Uma aproximação ao lugar
Na área do imóvel voltada para o jardim, o núcleo “Uma aproximação ao lugar” aborda a história da residência, do Parque Burle Marx, da antiga Tecelagem Parahyba e da ocupação do Vale do Paraíba.
Entre os itens apresentados está o sofá Olivo, projetado originalmente por Rino Levi para a sala de estar da residência. A peça foi recolocada no ambiente para integrar a exposição.
Os armários nômades
O núcleo “Os armários nômades” trata das mudanças nos sistemas utilizados para guardar objetos e pertences ao longo do tempo.
Cestos indígenas, canastras e baús históricos fazem parte da seleção, que aborda a passagem entre formas de vida itinerantes e modelos de habitação permanente.
Dois quartos distintos
Em “Dois quartos distintos”, a exposição apresenta dois ambientes com características materiais e culturais diferentes.
Um deles reproduz referências de um dormitório rústico associado ao período inicial da colonização. O outro apresenta elementos ornamentais relacionados ao período imperial brasileiro.
O trabalho de triturar
O último núcleo, “O trabalho de triturar”, reúne objetos utilizados no preparo de alimentos, como pilões, moedores manuais, batedeiras e liquidificadores.
A seleção permite observar mudanças nos utensílios domésticos e nas tecnologias utilizadas no cotidiano, além das transformações associadas à passagem de modos de vida predominantemente rurais para ambientes urbanos.
