agosto 24, 2026

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Santa Branca: CDHU entrega 23 moradias para famílias no município

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) entregou 23 moradias para famílias de Santa Branca. A entrega das chaves ocorreu no Residencial Tarcísio Samuel de Oliveira, na Rua Maria Zilda Ferreira – Dona Fia, no Parque São Jorge.

O empreendimento havia sido iniciado pelo programa federal Sub-50, mas teve as obras interrompidas após problemas envolvendo a instituição financeira responsável. Para viabilizar a conclusão do conjunto, o Governo de São Paulo destinou R$ 3 milhões, por meio do Programa Casa Paulista, permitindo a retomada dos trabalhos pela CDHU.

As famílias beneficiadas foram indicadas pela Prefeitura de Santa Branca.

Imagem: Reprodução

Obras foram retomadas após paralisação

Durante a cerimônia, o diretor de Engenharia e Obras da CDHU, Silvio Vasconcellos, afirmou que a retomada de empreendimentos paralisados faz parte de uma estratégia do governo estadual para concluir conjuntos habitacionais que ficaram sem andamento.

Segundo ele, as obras do chamado Sub-50 estavam entre os empreendimentos que precisaram ser retomados para que as famílias contempladas pudessem receber as moradias.

Silvio também ressaltou que a entrega das unidades representa uma mudança nas condições de moradia das famílias beneficiadas. Ele destacou que a responsabilidade dos moradores, a partir da entrega das chaves, é transformar os imóveis em seus respectivos lares.

23 casas foram entregues

Das 23 moradias entregues, 19 passaram por reformas, inclusive com intervenções realizadas enquanto os moradores permaneciam nas unidades. As outras quatro são casas novas.

O residencial conta, ao todo, com 27 moradias. Outras quatro unidades novas ainda estão em fase de finalização.

As casas possuem um ou dois dormitórios, sala de estar, cozinha, banheiro e áreas de 37 m² ou 49 m².

Os imóveis têm piso cerâmico nos ambientes, revestimento de azulejos nos banheiros e nas paredes das áreas hidráulicas da cozinha e da área de serviço.

O conjunto habitacional também dispõe de redes de abastecimento de água, energia elétrica e esgoto, além de pavimentação e iluminação pública.

Projeto prevê medidas de conforto térmico e acústico

De acordo com a CDHU, as novas moradias foram projetadas seguindo uma Norma de Desempenho, que estabelece critérios relacionados às condições de uso e desempenho das edificações.

Durante a conversa com os moradores, Silvio Vasconcellos afirmou que as características construtivas das unidades buscam melhorar o conforto térmico e acústico dos imóveis, incluindo medidas para reduzir a entrada de calor e a propagação de ruídos entre ambientes.

Famílias relatam longa espera pela casa própria

Entre os moradores que receberam as chaves está a costureira Flávia Cristina dos Santos Andrade, de 52 anos. Ela contou que aguardava há mais de uma década pela oportunidade de ter uma moradia própria.

Flávia vivia nos fundos da casa da mãe com o marido, Mário Andrade, de 54 anos, e a filha, Ione, de 29. Para ela, a mudança representa a possibilidade de ter um espaço próprio e mais autonomia para a família.

Outro casal beneficiado foi Ellen da Silva Carvalho, de 41 anos, e Júlio César Carvalho, de 50. Os dois têm quatro filhos: Pedro, de 22 anos; Miguel, de 16; Lara, de 14; e Lucas, de 7.

A família aguardava havia 14 anos por uma moradia e agora deixará o imóvel alugado onde vivia.

Júlio destacou que a mudança também deverá representar uma redução das despesas mensais da família, já que o casal deixará de pagar aluguel.