agosto 20, 2026

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Vale do Paraíba: prisões por violência doméstica crescem 37% no primeiro semestre

O número de prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica e familiar aumentou 37,4% no Vale do Paraíba durante o primeiro semestre de 2026. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) e comparam os registros de janeiro a junho deste ano com o mesmo período de 2025.

Entre janeiro e junho de 2026, foram contabilizadas 687 prisões ou apreensões em flagrante na região. No primeiro semestre do ano passado, foram 500 ocorrências. A diferença é de 187 registros.

A alta não ficou restrita ao Vale do Paraíba. Em todo o estado de São Paulo, foram registradas 10.924 prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica nos primeiros seis meses de 2026.

No mesmo intervalo de 2025, o número havia sido de 8.692 ocorrências. O resultado representa 2.232 registros a mais, uma elevação de aproximadamente 25,7%.

De acordo com o governo estadual, o crescimento dos flagrantes está relacionado às estratégias de policiamento e às estruturas destinadas ao atendimento e à proteção de mulheres vítimas de violência.

Imagem: Reprodução

SP Por Todas reúne ações de atendimento

As medidas fazem parte do SP Por Todas, programa estadual que reúne iniciativas de diferentes secretarias nas áreas de segurança, proteção e autonomia financeira das mulheres.

A secretária de Políticas para a Mulher de São Paulo, Adriana Liporoni, afirmou que o aumento dos registros de flagrantes também está relacionado às ações de prevenção e ao atendimento das ocorrências.

Segundo ela, a atuação nesses casos busca identificar situações de risco e possibilitar respostas policiais mais rápidas.

A rede estadual conta atualmente com 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), 235 Salas DDM 24h integradas e mais de 650 policiais femininas especializadas.

Cabine Lilás atende casos de violência contra a mulher

Entre os serviços oferecidos está a Cabine Lilás, iniciativa da Polícia Militar destinada ao atendimento de ocorrências de violência doméstica.

Chamados feitos pelo telefone 190 relacionados a situações de violência contra a mulher podem ser direcionados para policiais femininas. As agentes prestam orientações sobre medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e sobre os serviços disponíveis na rede de atendimento.

Dependendo da situação, também podem ser fornecidas informações sobre benefícios e assistência social, incluindo o auxílio-aluguel quando houver previsão para o caso.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a iniciativa busca facilitar o acesso das vítimas aos canais de denúncia e atendimento.

Aplicativo permite registrar boletim de ocorrência

Outra ferramenta disponibilizada pelo governo paulista é o SP Mulher Segura. A plataforma permite registrar boletins de ocorrência pela internet e consultar informações sobre unidades policiais.

O aplicativo também oferece o Botão do Pânico para mulheres que possuem medida protetiva contra o agressor.

Quando acionado, o recurso envia um alerta simultaneamente para a polícia e para um contato de emergência previamente cadastrado pela vítima.

Patrulha acompanha cumprimento de medidas protetivas

O estado também mantém a Patrulha SP Mulher Segura, serviço da Polícia Militar que atua no acompanhamento de vítimas e na fiscalização do cumprimento de medidas protetivas.

Além disso, as forças de segurança realizam operações para cumprir mandados judiciais e localizar pessoas investigadas ou procuradas por crimes relacionados à violência doméstica e familiar.