setembro 10, 2026

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Taubaté: Mortes de motociclistas superam homicídios pela primeira vez, apontam dados oficiais

Taubaté registrou, pela primeira vez, um número maior de mortes de motociclistas em acidentes de trânsito do que de vítimas de homicídios. Entre janeiro e maio de 2026, foram 14 motociclistas mortos em sinistros, enquanto nove pessoas perderam a vida em crimes contra a vida, uma diferença de 55,56%.

Os dados são do Infosiga e da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).

Imagem: Reprodução

Mudança inédita na série histórica

O cenário representa uma mudança em relação aos anos anteriores. Em 2025, Taubaté contabilizou 19 mortes de motociclistas e 27 homicídios, enquanto em 2024 foram 14 óbitos envolvendo motos e 22 assassinatos.

Segundo a série histórica do Infosiga, entre 2015 e 2025, os homicídios sempre superaram as mortes de motociclistas no município. O ano de 2026 é o primeiro em que essa relação se inverte.

Número de mortes com motos cresce em 2026

O levantamento também aponta aumento na letalidade envolvendo motociclistas. Em apenas cinco meses de 2026, a cidade já registra 14 mortes, frente às 19 contabilizadas durante todo o ano de 2025.

A média mensal passou de 1,58 para 2,8 mortes por mês, o maior índice da série histórica.

Os motociclistas também passaram a representar 56% das mortes no trânsito registradas em Taubaté neste ano, com 14 vítimas entre 25 óbitos em acidentes. O percentual está ligeiramente acima da média regional, onde 55,82% das mortes no trânsito envolveram motociclistas no mesmo período.

Mortes no trânsito aumentam e custos ultrapassam R$ 114 milhões

Na comparação entre os cinco primeiros meses de 2025 e 2026, o número total de mortes no trânsito em Taubaté aumentou de 20 para 25, alta de 25%.

Já os óbitos envolvendo motociclistas passaram de oito para 14, crescimento de 75%.

Nos últimos 12 meses, o município contabilizou 51 mortes em acidentes de trânsito e 811 sinistros, segundo o Infosiga. O levantamento também aponta taxa de 3,7 óbitos a cada 10 mil veículos e 16,24 mortes por 100 mil habitantes.

Ainda de acordo com os dados, os custos relacionados ao atendimento em saúde decorrentes dos acidentes de trânsito somaram aproximadamente R$ 114,4 milhões no período.

As vias com maior número de mortes foram a Rodovia Presidente Dutra, com 13 óbitos, seguida pela Rodovia Oswaldo Cruz, com cinco, e pela Estrada Velha São Paulo-Rio, com três mortes.