julho 7, 2026

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Luto: Benedito Ruy Barbosa, autor de Pantanal e O Rei do Gado, morre aos 95 anos

O escritor e dramaturgo Benedito Ruy Barbosa, responsável por novelas de grande sucesso como Pantanal, O Rei do Gado e Terra Nostra, morreu nesta terça-feira (7), aos 95 anos, na capital paulista. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).

Segundo o hospital, o autor faleceu em decorrência de complicações causadas por insuficiência renal crônica.

O velório será realizado nesta terça-feira, das 15h às 21h, no Funeral Home, localizado no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo.

Imagem: Reprodução

Autor enfrentava problemas de saúde

Em janeiro deste ano, Benedito Ruy Barbosa permaneceu 19 dias internado no HCor para tratamento de uma infecção urinária, associada ao quadro de insuficiência renal crônica.

Carreira foi marcada por grandes produções da televisão brasileira

Reconhecido como um dos principais autores da dramaturgia nacional, Benedito Ruy Barbosa construiu uma carreira marcada por histórias ambientadas no universo rural brasileiro, abordando temas como a imigração, os conflitos no campo, as tradições culturais e as relações familiares.

Entre suas obras mais conhecidas estão Meu Pedacinho de Chão (1971), Pantanal (1990), O Rei do Gado (1996) e Terra Nostra (1999), novelas que conquistaram grande audiência e se tornaram referências da televisão brasileira.

Ao longo da carreira, o escritor destacou que seus personagens eram inspirados em valores como honestidade, perseverança e senso de justiça.

Trajetória começou antes da televisão

Nascido em 1931, na cidade de Gália, no interior de São Paulo, Benedito Ruy Barbosa passou parte da infância em Vera Cruz, região marcada pela presença de comunidades de imigrantes italianos e japoneses.

Após a morte do pai, ainda jovem, precisou ingressar cedo no mercado de trabalho para ajudar no sustento da família. Trabalhou em diferentes funções, como auxiliar de comércio, vendedor de verduras e faxineiro, até iniciar a carreira no jornal O Estado de S. Paulo, onde atuou como revisor.

Seu primeiro romance, Fogo Frio, foi adaptado para o teatro e recebeu um prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), marcando o início de uma trajetória que o transformaria em um dos principais nomes da dramaturgia brasileira.