Vale do Paraíba: região concentra 82% dos casos de febre amarela e lidera mortes no estado de SP
O Vale do Paraíba concentra a maior parte dos casos de febre amarela registrados em São Paulo neste ano. Dados da Secretaria Estadual da Saúde apontam que a região responde por 82% das infecções confirmadas no estado em 2026.
O cenário ganhou um novo capítulo após a confirmação de mais um caso da doença. O paciente é um homem de 55 anos, morador de Lagoinha, que não possuía registro de vacinação contra a febre amarela.
Com a atualização, o estado contabiliza 11 casos confirmados e seis mortes pela doença neste ano. Desse total, nove ocorrências foram registradas no Vale do Paraíba, que também concentra cinco dos seis óbitos confirmados até o momento. Segundo as autoridades de saúde, nenhuma das vítimas ou pacientes diagnosticados na região havia sido vacinada.
Para efeito de comparação, durante todo o ano de 2025, São Paulo registrou 57 casos de febre amarela e 35 mortes relacionadas à doença.

Estado reforça campanha de vacinação
Diante do aumento dos registros, a Secretaria Estadual da Saúde intensificou os alertas para a imunização, considerada a principal forma de prevenção contra a doença.
A vacina está disponível gratuitamente pelo SUS em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o estado e é recomendada para a população que ainda não recebeu a dose.
De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, a imunização deve ser realizada preferencialmente com antecedência mínima de dez dias antes da exposição a áreas de risco, especialmente regiões de mata e locais com circulação do vírus.
Quem deve tomar a vacina contra a febre amarela
- Crianças: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos;
- Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: devem receber reforço;
- Pessoas entre 5 e 59 anos que nunca foram vacinadas: devem tomar dose única;
- Quem recebeu dose fracionada em 2018: deve verificar a necessidade de atualização da caderneta de vacinação.
Entenda a doença
A febre amarela é uma doença infecciosa causada por vírus e transmitida pela picada de mosquitos silvestres que vivem em áreas de mata. Não existe transmissão direta entre pessoas.
A morte de macacos é considerada um importante indicador da circulação do vírus na natureza. Por isso, a orientação é que casos de primatas encontrados mortos sejam comunicados às autoridades de saúde.
Os sintomas iniciais incluem:
- Febre alta
- Calafrios
- Dor de cabeça intensa
- Dores musculares e nas costas
- Náuseas e vômitos
- Cansaço e fraqueza
Desde 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de dose única para toda a vida, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
