Taubaté: Prefeitura aponta dívida superior a R$ 1 bilhão durante impasse com servidores em greve
Em meio às negociações com os servidores municipais em greve, a Prefeitura de Taubaté divulgou um panorama das finanças do município e informou que a cidade acumula uma dívida superior a R$ 1 bilhão, considerando compromissos com a União, instituições financeiras e outros débitos.
Segundo dados apresentados pela administração municipal, com base em informações do Portal do Tesouro Nacional, a dívida junto ao Governo Federal é de aproximadamente R$ 235,7 milhões. Somados outros financiamentos e obrigações financeiras, o passivo total ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão.

Prefeitura cita situação fiscal nas negociações
A gestão municipal afirma que o cenário financeiro tem impacto direto nas discussões sobre reajuste salarial dos servidores.
De acordo com o prefeito Sérgio Victor, a situação atual dificulta a concessão do percentual reivindicado pela categoria. A administração municipal sustenta que trabalha com expectativa de aumento de arrecadação e busca alternativas para ampliar a capacidade financeira da cidade nos próximos anos.
A proposta apresentada pela Prefeitura prevê um reajuste de 2,5%, com aplicação escalonada a partir de 2027, além do aumento do vale-alimentação.
Sindicato defende espaço para reajuste maior
O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté (Sindserv) tem posição diferente sobre a capacidade financeira do município.
Segundo a entidade, os gastos com pessoal permanecem abaixo dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que, na avaliação do sindicato, permitiria uma recomposição salarial mais ampla.
A principal reivindicação da categoria é a reposição das perdas inflacionárias acumuladas desde o último reajuste geral, concedido em 2024. O percentual solicitado pelos servidores é de 9,43%.
Greve continua após rejeição da proposta
Em assembleia realizada nesta semana, os servidores decidiram rejeitar a proposta apresentada pela Prefeitura e manter a paralisação.
A greve tem impactado principalmente setores como educação e saúde, que operam parcialmente desde o início do movimento.
Na semana passada, a Justiça determinou que ao menos 70% dos servidores permaneçam em atividade para assegurar o funcionamento dos serviços considerados essenciais.
Audiência de conciliação está marcada
A expectativa agora é pela audiência de conciliação agendada pela Justiça para a próxima segunda-feira (15), quando representantes da Prefeitura e do sindicato deverão voltar à mesa de negociações.
O encontro busca uma tentativa de acordo para encerrar a greve e avançar nas discussões sobre as reivindicações da categoria e a situação financeira do município.
