setembro 7, 2026

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Taubaté: Servidores aprovam continuidade da greve na cidade

Os servidores municipais de Taubaté que aderiram à paralisação decidiram manter a greve iniciada nesta semana. A continuidade foi aprovada nesta quarta-feira (3), durante assembleia realizada após uma passeata que percorreu a região central da cidade.

A mobilização teve início oficialmente na terça-feira (2) e, segundo o sindicato da categoria, a decisão de permanecer em greve ocorreu diante da falta de avanços nas negociações com a administração municipal.

Pela manhã, os trabalhadores se concentraram na Avenida do Povo e seguiram em caminhada até a Praça Monsenhor Silva Barros, conhecida como Praça da Eletro, onde ocorreu a votação que definiu a manutenção do movimento.

Imagem: Divulgação/Sindserv Taubaté

Educação continua entre os setores mais afetados

A paralisação segue refletindo principalmente na rede municipal de ensino. Algumas unidades registraram suspensão das atividades, enquanto outras operam com número reduzido de professores e equipes incompletas.

Além da educação, outros setores públicos continuam sendo monitorados devido aos impactos causados pela adesão dos servidores ao movimento.

Justiça determina funcionamento mínimo dos serviços

Na terça-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu uma liminar determinando que ao menos 70% dos servidores municipais permaneçam em atividade durante a greve. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 20 mil por categoria envolvida.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté, cerca de 2.800 servidores participaram das manifestações realizadas no primeiro dia de paralisação.

De acordo com a entidade, o objetivo da mobilização é dar visibilidade às reivindicações da categoria e informar a população sobre os motivos da greve.

Categoria cobra reposição salarial e benefícios

Entre as principais reivindicações apresentadas pelos servidores estão:

  • Reposição salarial de 9,43%, referente às perdas inflacionárias acumuladas;
  • Reajuste do vale-alimentação;
  • Implantação de auxílio-transporte.

Os trabalhadores argumentam que não recebem reajuste salarial há dois anos e afirmam que a proposta apresentada pela Prefeitura para o vale-alimentação não contempla os servidores aposentados.

A administração municipal propôs elevar o benefício dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,56, com previsão de implantação a partir de setembro.

Audiência de conciliação já tem data marcada

Outro tema que segue em discussão é o decreto municipal que definiu os serviços considerados essenciais durante a greve, incluindo a educação infantil.

Na Câmara Municipal, vereadores da oposição protocolaram um projeto para suspender os efeitos do decreto que criou o Plano Emergencial de Continuidade dos Serviços Públicos.

Enquanto isso, uma audiência de conciliação entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores foi agendada para o próximo dia 15 de junho, com o objetivo de buscar um acordo entre as partes.

O que diz a Prefeitura de Taubaté

Em nota, a Prefeitura informou que segue adotando medidas para minimizar os impactos da greve e garantir a continuidade dos serviços considerados essenciais.

Segundo a administração, servidores que optarem por trabalhar terão acesso garantido aos seus postos de trabalho.

Na área da Educação, a Prefeitura afirma que realizou remanejamentos de profissionais para manter o acolhimento dos alunos, além de atividades pedagógicas adaptadas, recreação, alimentação escolar e serviços de manutenção nas unidades.

Já na Saúde, a administração destacou que as unidades terceirizadas, incluindo as UPAs, Samu, Pronto-Socorro Municipal e Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT), seguem funcionando normalmente. Algumas UBSs operam com atendimento reduzido, conforme o nível de adesão à paralisação.

A Prefeitura afirmou ainda que mantém aberto o diálogo com os representantes da categoria e acompanha diariamente os reflexos da greve nos serviços prestados à população.