Secretária de Esportes: Esporte comunitário retorna às atividades em 13 de setembro

Na última sexta-feira (27), a Rádio 012 News recebeu em seus estúdios, a Secretária de Esportes e Qualidade de Vida, Kátia Machado. São José dos Campos será sede da Surdolimpíada Nacional 2021, entre os dias 04 e 07 de dezembro, e representantes da CBDS (Confederação Brasileira de Desportos de Surdos) visitaram a cidade para conhecer os locais onde vão acontecer as competições.
“Estamos extremamente entusiasmados em receber a Surdolimpíada, com um número de aproximadamente 800 atletas e dirigentes com suas equipes técnicas. Eles ficaram encantados com a nossa estrutura; serão 15 modalidades a serem contempladas. Os dirigentes da CBDS analisaram os equipamentos esportivos e fomos até o Parque Alberto Simões, visitamos o Teatrão, a Arena, fomos também até o ‘João do Pulo’, porque o atletismo vai ser uma das modalidades. Fora isso, nós temos a rede hoteleira, estamos falando de cerca de 1 mil pessoas. O Comtur (Conselho Municipal De Turismo) também está no rol dessas tratativas para que a gente possa fazer um interface com a rede de hotelaria. Para o município, isso vai ser extremamente importante e com tudo isso que a gente passou na pandemia, vai ser uma retomada não só no aspecto social somente, mas o financeiro também”.
Segundo Kátia Machado, a cidade de São José possui cerca de 2450 surdos.
Os atletas com deficiência auditiva não participam das Paralimpíadas por já terem uma competição mundial destinada a eles, a Surdolimpíada (em inglês, Deaflympics), que foram realizadas pela última vez em 2017, na Turquia. Já a última Surdolimpíada de inverno foirealizada na Itália, em 2019. Aliás, a 24ª Surdolimpíada de Verão, deveria acontecer neste ano, em Caxias do Sul (RS), mas por conta da pandemia da Covid-19 teve que ser adiada. A competição está prevista para acontecer entre 1º e 15 de maio de 2022, na cidade gaúcha.
A secretária falou sobre obras nos centros de esportes da cidade, e entre as mais aguardadas, está uma modalidade que estreou nos jogos olímpicos do Japão.
“Estamos com um projeto junto com a Pamela Rosa (skate), a nossa atleta olímpica, que vem para um Centro de Desenvolvimento do Skate, no Jardim Cerejeiras. Com a pandemia, com tudo fechado, nos permitiu passar um pente fino em todos os equipamentos e fazer uma recuperação bem mais profunda do que quando as modalidades estão acontecendo”.
O Centro da Juventude, o Parque Alberto Simões e outras áreas esportivas da cidade, que passaram por obras durante a quarentena, já estão abertos para algumas práticas esportivas, mas perguntamos se já existe um planejamento, por parte da secretaria, para a retomada geral das modalidades esportivas.
“Sim, já existe. Este momento que estamos vivendo agora, até o dia 1º de outubro, é o período para quem já é aluno das diferentes modalidades em todos os núcleos de esportes, façam a rematrícula. Eles devem se encaminhar até as unidades onde fazem a prática e executar essa rematrícula. Para os novos alunos que pleiteiam uma vaga, eles devem acessar o aplicativo São José Viva, e verificar qual a modalidade ele pretende, em qual localidade, e fazer a pré-inscrição. Nós temos o dia 13 de setembro como a data da retomada das atividades nas áreas do esporte comunitário”.
Pelo segundo ano consecutivo, o São José basquete ficará de fora do NBB (Novo Basquete Brasil), por falta de recursos financeiros. A entidade é gerida pela Organização Social São José Desportivo. Nós perguntamos quais seriam as formas que a prefeitura poderia contribuir, dentro do que lhe cabe legalmente, para fazer esse quadro se reverter.
“O que a prefeitura faz é auxiliar nas tratativas de busca de patrocínio, o que entendemos é que a entidade tem que andar com as próprias pernas em se tratando de esporte de alto rendimento. Obviamente, o joseense gosta muito do basquete, tem uma história na modalidade, então, damos um suporte no sentido de fazer as negociações com os locais, de fomentar a modalidade mais na base. No caso do alto rendimento, ele vem com essa necessidade de sensibilização do empresariado para poder auxiliar na execução das modalidades através da legislação. Através da legislação municipal temos a LIF – Lei de Incentivo Fiscal, onde o empresário pode fazer o aporte dos seus impostos numa modalidade, como o basquete, fora isso, existe a questão de a própria entidade ir buscar essa possibilidade de patrocínio através da lei estadual e da lei federal. O que precisa existir, e eu acho que a prefeitura vem fazendo ao longo dos anos, é dar vitrine à essa legislação, a própria LIF Municipal que já aporta um volume muito grande de recursos. Para o basquete de São José retornar ao NBB, a gente precisaria ter esse patrocínio mais robusto por se tratar de uma competição que envolve um valor financeiro mais expressivo”.
Com relação à Arena de Esportes de São José dos Campos, o Grupo Farmaconde foi o vencedor da licitação para a administração do espaço de esportes. Segundo a secretária, o prazo final para a análise dos documentos exigidos para a efetivação do contrato, expirou na sexta-feira (27). Caso não exista nenhuma pendência jurídica, o contrato entre o Grupo Farmaconde e a Prefeitura será assinado nos próximos dias.
Por: Marcelo Rocha
